domingo, 28 de abril de 2013

Energia eólica no Brasil crescerá 19% ao ano até 2021

Apesar de problemas de infraestrutura, energia eólica no Brasil crescerá 19% ao ano até 2021 Apesar de problemas de infraestrutura, energia eólica no Brasil crescerá 19% ao ano até 2021


A energia eólica no Brasil apresenta perspectiva de crescimento para os próximos anos. Em 2013, o país deverá saltar da 16ª posição para ficar entre os dez países com as maiores capacidades do mundo, mas para isso precisará superar desafios estruturais e de transmissão de energia.

Atualmente, a principal fonte energética brasileira é a hídrica, mas apagões frequentes e questões ambientais têm gerado dúvidas em relação ao panorama energético atual.

De acordo com a associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), os avanços ocorridos nos últimos anos irão impulsionar o setor eólico e a perspectiva é de que o Brasil encerre o ano de 2013 com uma capacidade instalada de 4 GW de potência. Dados do Plano Decenal de Energia (PDE 2021) prevê um crescimento constante e que em 2021 alcançará 16 GW de capacidade instalada, o que representa um crescimento de quase 19% ao ano entre 2013-2021. Esse otimismo ganha força se olharmos os dados de anos anteriores, em 2012 a capacidade instalada saltou de 1GW para 2,4GW se comparado com 2011, o que significa energia suficiente para abastecer uma cidade com 3,6 milhões de habitantes.
Somente em 2012 foram instalados 38 novos parques eólicos, totalizando 106 empreendimentos. O Brasil encontra-se em um processo de consolidação e maturidade e já obteve um crescimento considerável desde 2009, quando foi feito o primeiro leilão de energia.

Dentre as regiões, o Nordeste é o que mais tem se destacado e continuará a manter-se em evidência por causa das condições do vento, fator importante de competitividade frente a projetos de outras regiões. Os estados nordestinos, principalmente Rio Grande do Norte e Ceará, possuem mais da metade do potencial identificado no Atlas Eólico. Do montante contratado de energia gerada pelos ventos entre 2007 e 2011, 82,6% foi do Nordeste.

O Brasil ainda apresenta algumas barreiras para um maior crescimento. Uma delas seria o processo de implantação dos parques eólicos, ou seja, pelo crescimento, existem dificuldades com a logística de equipamento, de campo, assim como os desafios da mão de obra qualificada para atender a demanda.

Outro fator que gera preocupação é a compatibilização da disponibilidade do sistema de transmissão com a operação comercial dos projetos, essa situação acaba sendo bancada pelo consumidor, pois a geradora continua a receber receita fixa quando o atraso é por culpa da transmissora.

Fonte: http://www.maxiquim.com.br/site/news/apesar-de-problemas-de-infraestrutura-energia-eolica-no-brasil-crescera-19-ao-ano-ate-2021/1476
 

sábado, 27 de abril de 2013

Myriant atua forte nas parcerias para distribuição de bio ácido succínico

Myriant e BCD Chemie fecham acordo para distribuição de ácido succínico de fonte renovável na Europa Myriant e BCD Chemie fecham acordo para distribuição de ácido succínico de fonte renovável na Europa


Myriant Corporation, empresa global de produtos químicos renováveis, com sede nos Estados Unidos, anunciou um acordo de distribuição com a BCD Chemie, distribuidora de produtos químicos na Europa, com sede na Alemanha. BCD Chemie vai comercializar e distribuir o ácido succínico de fonte renovável da Myriant na Áustria, Alemanha e Suíça.

O mercado mundial de ácido succínico é estimado em cerca de US$7,5 bilhões anuais, com aplicações na área de polímeros, uretanos, plastificantes e revestimentos. O ácido succínico da Myriant, feito a partir de matérias-primas renováveis, é quimicamente equivalente ao ácido succínico convencional originário da petroquímica, proporcionando um menor impacto ambiental. Segundo a empresa, o ácido succínico de fontes renováveis reduz as emissões nocivas de gases em 94% em relação ao ácido succínico derivado do petróleo e em 96% em relação ao ácido adípico derivado do petróleo, um produto químico que o ácido succínico pode substituir.

A empresa também vai distribuir o solvente sem compostos orgânicos voláteis, da Myriant, produzido a partir de matéria-prima do ácido succínico de fonte renovável, usado em adesivos, tintas e revestimentos para carpetes, papéis, etc. O solvente pode ser usado com acrílicos, estireno-acrílicos e copolímeros de etileno acetato de vinila, como um substituto para os convencionais solventes de coalescência derivados da petroquímica, que evaporam no ar à sua volta. Produzido a partir de recursos naturais renováveis, o solvente reduz os riscos envolvidos na inalação de vapores.

BCD Chemie é um dos principais distribuidores de produtos químicos com forte expansão em toda a Europa. Com este acordo a BCD Chemie aposta no grande potencial de crescimento para o ácido succínico de fonte renovável na Europa.

Como já informado para os leitores da MaxiQuim, a Myriant também assinou, no final de março em San Antonio no Texas, acordo de colaboração com a Bayegan Group, com sede na Turquia, para comercializar ácido succínico de fonte renovável em todo o Oriente Médio, Leste da Europa e África. As duas empresas também concordaram em negociar uma joint venture para construir uma planta de ácido succínico de fonte renovável na Turquia.

A Myriant já possui acordos com a PTT Chemical, para comercialização da tecnologia Myriant no sudeste da Ásia; e com a Davy Process Technology, para a integração do seu processo de ácido succínico com o processo de butanodiol da Davy para produção de butanodiol de fonte renovável. Com os novos acordos firmados com a BCD Chemie e a Bayegan Group, Myriant planeja ampliar seu alcance global e acelerar sua capacidade de fornecer produtos químicos renováveis para clientes em todo o mundo.

Este texto está publicado em: http://www.maxiquim.com.br/site/news/myriant-e-bcd-chemie-fecham-acordo-para-distribuicao-de-acido-succinico-de-fonte-renovavel-na-europa/1485

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Ceres divulga resultados financeiros e progresso com sorgo sacarino

Ceres divulga resultados financeiros e progresso com sorgo sacarino
A Ceres Inc., empresa americana de biotecnologia agrícola que desenvolve culturas energéticas destinadas à produção de biocombustível e bioenergia, divulgou os resultados financeiros do primeiro trimestre de seu ano fiscal de 2013, encerrado em 28 de março. A receita total para o trimestre foi de US$ 1,0 milhão, uma queda de 23% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado é atribuído à redução da pesquisa colaborativa e das receitas de subvenção do governo, bem como a venda de sementes inferiores. Ceres relatou uma perda líquida de US$ 8.970,00 ou US$ 0,36 por ação no trimestre, comparados a uma perda líquida de US$ 6.830,00 ou US$ 2,48 por ação no mesmo trimestre de 2012. Ceres fechou fevereiro de 2013 com caixa e equivalentes de caixa totalizando US$ 15,5 milhões e com títulos e valores mobiliários somando US$ 29,4 milhões.

O custo com vendas de produtos aumentou para US$ 2,3 milhões no trimestre, em comparação com os US$ 500 mil para o mesmo período fiscal do ano anterior. O considerável aumento deve-se aos gastos com estoque de sementes obsoleto e com culturas de sorgo sacarino ainda não colhidas. As despesas com pesquisa e desenvolvimento diminuíram para US$ 4,4 milhões no trimestre, em comparação com os US$ 5 milhões para o mesmo período de 2012, devido à redução de despesas com pessoal e suprimentos. Despesas gerais e administrativas somaram US$ 3,4 milhões para o trimestre, aumento de 21,4% quando comparado ao mesmo período de 2012, atribuído aos gastos com pessoal nos EUA e despesas relacionadas a expansões de operação e apoio ao desenvolvimento do mercado no Brasil.

A empresa divulgou também relatório sobre sua atuação no Brasil. Ceres combina avançado melhoramento genético e biotecnologia para desenvolver produtos que podem resolver limitações de matérias-primas bioenergéticas. Suas atividades de desenvolvimento incluem sorgo sacarino, sorgo de alta biomassa, switchgrass e miscanthus. Em 2009 a empresa fundou sua filial brasileira, chamada Ceres Sementes do Brasil, para atuar no desenvolvimento de pesquisas no país e preparar o mercado brasileiro para a venda do sorgo sacarino híbrido. A empresa está testando um novo híbrido de sorgo sacarino que consegue produzir um volume maior de açúcar fermentável e mais bagaço que a cana de açúcar e a um custo menor. As colheitas comerciais e avaliações de rendimento de seus novos híbridos de sorgo sacarino já começaram no Brasil e a maior parte da plantação deve ser colhida nas próximas semanas. Com base em relatórios de clientes, o portfólio de híbridos de sorgo sacarino da Ceres está superando os produtos de seus concorrentes.

Avaliações iniciais em tipos não-comerciais de sorgo têm demonstrado um aumento significativo na concentração de açúcares fermentáveis, no aumento da suculência e maior pureza da sacarose. Em avaliações de campo, as plantas com genes de tolerância à seca da empresa mantiveram em 100% os níveis de produção de biomassa, sob déficit de aproximadamente 50% de água, índice maior do que o esperado. Durante o trimestre a Ceres ainda foi premiada com seis patentes nos EUA. Como o sorgo é plantado por sementes e não mudas, ele pode ser colhido em um tempo tão curto quanto 90 dias, resultando em uma solução rápida para os produtores de bicombustível interessados em fazer maior uso da já instalada infraestrutura. A intenção não é substituir a cana na produção do etanol, o sorgo deve ser visto como um complemento em áreas marginais ou na rotação de culturas com a cana, expandindo a capacidade de produção. O sorgo sacarino é uma alternativa para aumentar a competitividade do etanol, principalmente na entressafra da cana-de-açúcar, possibilitando a produção da commodity durante o ano inteiro e gerando um fluxo de caixa adicional para as usinas. No Brasil, a empresa comercializa seus produtos sob a marca Blade.

Fonte: http://www.maxiquim.com.br/site/maxigip_ver.php?id=1494

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Round up de renováveis

Round up de renováveis


ZeaChem anuncia que o desenvolvimento de sua primeira biorrefinaria comercial está em andamento, no Oregon. Apoiado por uma garantia de empréstimo do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a instalação terá capacidade para produzir no mínimo 113.6 milhões de litros por ano de etanol e produtos químicos a partir de biomassa de madeira e resíduos agrícolas. Como um fornecedor de produtos a preços competitivos e com benefícios ambientais significativos, a ZeaChem formou parcerias estratégicas com empresas que incluem Greenwood Resources, Valero e Chrysler.

Statoil firmou parceria com a CO2 Solutions, que está desenvolvendo uma tecnologia de captura de carbono. O acordo, cujo valor não foi divulgado, prevê o fornecimento dos dados e relatórios da fase pré-piloto do projeto da CO2 Solutions para as areias betuminosas de Alberta. A Statoil está participando de um empreendimento para criar um centro mundial para o desenvolvimento e teste de tecnologia de captura de carbono.

METabolic EXplorer em parceria com a Bio-XCell acaba de anunciar avanços nos planos de construção de uma instalação de 50.000 toneladas/ano de bioPDO. A instalação está prevista para ter uma produção inicial de 8.000 toneladas/ano, utilizando como matéria-prima o glicerol bruto.

Amyris e Firmenich anunciaram detalhes do novo acordo. A Firmenich terá acesso exclusivo à plataforma de tecnologia da Amyris e seu conhecimento de mercado, em troca de um financiamento significativo ao longo dos próximos 6 anos. A Amyris vai desenvolver e produzir ingredientes renováveis para aromas e fragrâncias que a Firmenich irá comercializar e distribuir. Ambas as partes vão partilhar o valor econômico decorrente da venda desses ingredientes.

Codexis lançou a próxima geração de enzimas celulases CodeXyme 4 e CodeXyme4X que prometem reduzir o custo de produção de açúcar de celulose para biocombustíveis e bioquímicos. A Codexis planeja produção em escala comercial para o segundo trimestre deste ano.

Ensyn Technologies e Pinova Holdings anunciaram joint venture para criar um portfólio de especialidades químicas produzidas a partir de matérias-primas renováveis celulósicas. Pinova é uma das principais produtoras de especialidades químicas a partir de biomassa celulósica e a Ensyn é produtora de combustíveis e produtos químicos a partir de matéria-prima não alimentar.

Davy Process e Sekab anunciaram parceria para desenvolver tecnologia de produção de matéria-prima lignocelulósica para a produção de etanol e outros produtos químicos “verdes”. A plataforma tecnológica pode ser adaptada para uma variedade de matérias-primas, como madeira, palha, resíduos de milho e bagaço.

P2 Science, empresa de especialidades químicas renováveis, desenvolveu um novo processo químico, conhecido como ozonólise híbrido, que permite a conversão de biomassa, incluindo óleos de soja, canola, palma e outros, em aldeídos para utilização em aromas e em diácidos para utilização em cosméticos e polímeros. A empresa recebeu financiamento de US$ 200.000 da Connecticut Innovations. Outros investidores incluem Ventures Elm Street de New Haven, Connecticut e colaboração com a Universidade de Alberta.


Fonte: http://www.maxiquim.com.br/site/news/mercado-de-materias-primas-renovaveis-agitado-em-marco/1469

NatureWorks expande negócios de PLA na Ásia

NatureWorks expande negócios na Ásia NatureWorks expande negócios na Ásia


A NatureWorks, fabricante do biopolímero Ingeo®, está expandindo os negócios na Ásia, através da primeira sede da empresa no continente, na cidade de Bangkok, na Tailândia. O interesse pela expansão dos negócios no continente asiático se deu, principalmente, após o anúncio de investimento de US$ 150 milhões realizado pela PTT Global Chemical na NatureWorks, em junho de 2012.

De acordo com a empresa, o Ingeo® já é comercializado amplamente nos países asiáticos, como China, Coréia, Taiwan e Japão e a partir da nova sede da empresa será possível uma melhor aproximação com esses clientes, além da consolidação de novos.
Atualmente a NatureWorks possui uma planta em operação do polímero polilactato (PLA), comercializado através da marca Ingeo®, em Blair, Nebraska. Essa planta opera desde 2002 e possui capacidade instalada de 140 mil toneladas por ano do biopolímero. Recentemente a empresa anunciou um suposto aumento de capacidade dessa planta em 7%, passando a 150 mil toneladas por ano. Para suprir a planta de PLA, a NatureWorks mantém uma planta de ácido láctico, que entrou em operação em 2003 também em Blair, nos EUA.
A empresa pretende construir uma segunda planta para a produção do IngeoTM agora na Tailândia, sendo a matéria-prima fornecida pela PTT Global Chemical. A localização exata da planta ainda não está definida.

Em 2011, a capacidade instalada para produção de PLA era de 300 mil toneladas por ano e daquele período até agora esse número não deve ter sofrido mudanças. A NatureWorks é a maior produtora do mundo de PLA. As demais empresas possuem capacidades instaladas bem abaixo, variando de 1.500 a 10 mil toneladas por ano.
A NatureWorks é uma joint venture entre a PTT Global Chemical e a Cargill, criada em 1989 através de um projeto da Cargill com o objetivo de encontrar aplicação para os carboidratos presentes em suas plantas.

Fonte:http://www.maxiquim.com.br/site/news/natureworks-expande-negocios-na-asia/1436

Fornecedora de matéria prima da Amyris no Brasil é adquirida por Tonon Bioenergia

Paraíso Bioenergia é adquirida por Tonon Bioenergia Fornecedora de matéria prima da Amyris no Brasil é adquirida por Tonon Bioenergia


A Tonon Bioenergia, empresa brasileira produtora de açúcar, etanol, energia e leveduras anunciou a compra da Paraíso Bioenergia, produtora de açúcar e etanol com capacidade anual de moagem de 2,5 mihões toneladas de cana de açúcar e capacidade de produzir aproximadamente 140 mil toneladas de açúcar e 130 mil m³ de etanol hidratado.
Na operação a Tonon Bioenergia absorve a dívida líquida de R$ 243 milhões da Paraíso Bioenergia. Segundo o presidente da Tonon, a empresa também deverá pagar R$ 50 milhões em dinheiro e R$ 120 milhões em troca de ações.
Com esta transação, a Tonon conta com três usinas, duas no Estado de São Paulo (em Bocaina e em Brotas) e uma no Estado do Mato Grosso do Sul (em Maracaju). A localização da usina Paraiso, apenas 40 quilômetros de sua usina Santa Cândida, no estado de São Paulo, deverá proporcionar a Tonon uma economia significativa com a otimização da utilização de equipamentos, redução de custos de manutenção e transporte, melhora na performance agrícola e no relacionamento com fornecedores e parceiros estratégicos.
A adição de uma terceira usina aumenta a capacidade instalada da Tonon em 30%, totalizando aproximadamente 9,5 milhões de toneladas em 2015/16. A produção de etanol nas três instalações em 2012 alcançou 244 mil m³. A Tonon deve moer já na safra 2013/14 cerca de 8 milhões de toneladas com cerca de 6 milhões de toneladas de cana própria (75% do total), que somam faturamento da ordem de R$ 900 milhões, R$ 230 milhões da Paraíso.
Através dessa aquisição a Tonon espera ampliar seu portfólio de produtos além de agregar importantes parcerias estratégicas com a Amyris, onde fornece matéria-prima e com a Rhodia, empresa do grupo Solvay, em uma usina de cogeração.
A produtora de produtos químicos renováveis Amyris iniciou em dezembro a produção do Biofene em sua nova fábrica em Brotas, utilizando o caldo de cana fornecido pela Paraiso. Biofene é o farneseno renovável da Amyris, uma fonte renovável de hidrocarbonetos que pode ser utilizado como matéria-prima para produção de lubrificantes, diesel e biodiesel, cosméticos, perfumes, detergentes e combustíveis de avião. A unidade é a primeira no mundo em escala industrial e fez seu primeiro carregamento comercial do produto no início de 2013.
A Rhodia Energy Services fechou parceria com a Paraíso em 2011 para o desenvolvimento do primeiro projeto de biomassa à base de bagaço, onde operará a unidade de cogeração ao utilizar a biomassa da usina como matéria-prima para a produção de energia elétrica. Paraíso assumiu o compromisso de fornecer exclusivamente à Rhodia todo o bagaço e todos os demais resíduos sólidos da cana-de-açúcar. A maior parte da energia elétrica gerada pela unidade de cogeração será vendida para a rede elétrica.

Fonte: http://www.maxiquim.com.br/site/news/fornecedora-de-materia-prima-da-amyris-no-brasil-e-adquirida-por-tonon-bioenergia/1474

EUA investe US$ 17,7 milhões em 4 refinarias para desenvolver biocombustível militar

Nós aqui investimos mais de R$ 2 bi (US$ 1 bi) para nada ser mudado na indústria do etanol, e nos Estados Unidos, com apenas 18% deste valor, eles constroem 4 novas bio-refinarias. Tudo bem que em escala piloto, mas as coisas andam muito mais rápido fora do Brasil.

Veja a matéria também no site da MaxiQuim http://www.maxiquim.com.br/site/maxigip_ver.php?id=1497
(necessita de cadastro, que é gratuito)

EUA investe US$ 17,7 milhões em 4 refinarias para desenvolver biocombustível militar

EUA investe US$ 17,7 milhões em 4 refinarias para desenvolver biocombustível militar

O Departamento de Energia dos EUA anunciou investimento de US$ 17,7 milhões em projetos de quatro refinarias, em escala piloto, visando desenvolvimento de combustível de aviação e diesel com especificação militar. Cobalt Technologies, Mercurius Biofuels, BioProcess Algae e Frontline BioEnergy foram selecionadas para as negociações e terão que contribuir com um mínimo de 50% do fundo correspondente para esses projetos. As refinarias utilizarão matérias-primas como biomassa não alimentar, materiais à base de resíduos e algas em inovadores processos de conversão para produção de biocombustíveis que atendam às especificações militares para uso nos carros, caminhões, aviões, jatos e navios do serviço militar americano.
Frontline BioEnergy, uma das maiores empresas gaseificadoras de biomassa para projetos de energia da América do Norte, localizada em Iowa, receberá US$4,2 milhões para construir uma nova planta que utilizará biomassa lenhosa, resíduos sólidos urbanos e combustíveis derivados de rejeitos para produzir amostras de biocombustíveis que atendam
às especificações militares.

Também no estado de Iowa, a BioProcess Algae, uma joint venture entre CLARCOR, BioProcessH2O e Green Plains Renewable Energy, receberá US$6.4 milhões para o projeto que vai avaliar uma plataforma inovadora de crescimento de algas para produção de combustíveis que atendam às especificações militares, utilizando dióxido de carbono renovável, biomassa lignocelulósica e calor. A refinaria ficará localizada juntamente com a usina de etanol da Plains Renewable Green Energy em Iowa, integrando baixo custo de produção de algas autotróficas, produção de lipídios acelerada e conversão de lipídios. Além do combustível militar, a unidade também vai co-produzir produtos adicionais, incluindo outros hidrocarbonetos, glicerina e ração animal.

Cobalt Technologies, da Califórnia, vai receber um total de US$ 2,5 milhões e pretende construir uma unidade em escala piloto, para purificar e converter butanol derivado da gramínea switchgrass em combustível de aviação. A Cobalt irá operar a refinaria e também avaliar a escalabilidade do processo e as emissões de gases de efeito estufa da instalação. Na semana passada a Cobalt Technologies anunciou um relacionamento estratégico com duas importantes empresas químicas asiáticas não reveladas para o desenvolvimento de butadieno derivado de biomassa e construção de sua 1ª refinaria em escala comercial na Ásia, prevista para 2015.

Cerca de US$ 4,6 milhões foram concedidos à Mercurius Biofuels, empresa de Washington, produtora de combustível a partir de biomassa não alimentar. A empresa vai construir e operar uma planta piloto que utilizará um processo inovador de conversão de biomassa celulósica em intermediários que são posteriormente processados em combustível de aviação e produtos químicos.

Os biocombustíveis avançados são uma parte importante da estratégia do presidente Barack Obama para reduzir a dependência americana do petróleo estrangeiro e melhorar a segurança energética. O projeto marca um passo importante para a produção de combustíveis a partir de recursos renováveis encontrados nos Estados Unidos.

LS9 planeja reestruturação e expansão de seus negócios em 2013

LS9 planeja reestruturação e expansão de seus negócios em 2013Veja mais um artigo na íntegra que li na revista eletrônica MaxiQuim. Pode ser acessado pelo site http://www.maxiquim.com.br/site/news/ls9-planeja-reestruturacao-e-expansao-de-seus-negocios-em-2013/1500 (necessita de cadastro, que é gratuito)

A LS9, empresa norte-americana líder em tecnologia no desenvolvimento de produtos químicos e combustíveis renováveis anunciou planos de expansão da capacidade de produção da sua unidade demonstrativa localizada em Okeechobee, no estado da Flórida.

A companhia é uma das pioneiras no desenvolvimento de tecnologias para a fabricação de diesel renovável por meio da fermentação. No terceiro trimestre de 2012 a empresa iniciou a operação de uma planta de demonstração em escala de 135 mil litros, produzindo álcoois graxos com excelente reprodução da escala piloto.

A planta de demonstração da LS9 na Flórida foi projetada para gerenciar uma infinidade de processos e a expansão da planta também permitirá que a LS9 coloque suas instalações à disposição de terceiros como uma prestadora de serviços. Como unidades de fermentação em grande escala geralmente extrapolam o orçamento das empresas, a ideia é que elas possam usar a planta para ver como suas tecnologias se comportam em escalas de produção maiores. Esta nova fonte de receita une-se ao recente apoio de US$ 6 milhões de seus investidores, que serão utilizados em novas parcerias e desenvolvimento de produtos.

A LS9 também concluiu com êxito uma produção piloto para a empresa de biocombustível avançado, Cobalt Technologies. LS9 informou que a Cobalt Technologies está considerando futuros trabalhos em suas instalações na Flórida, dado o sucesso da produção inicial.
Fundada em 2005, a empresa criou, em 2011, a LS9 Brasil Biotecnologia, com sede em São Paulo. O biodiesel da LS9, chamado Ultra Clean, é produzido pela fermentação de açúcar a partir da ação de uma cepa da bactéria Escherichia coli geneticamente modificada para gerar álcool graxo, ácidos graxos e ésteres. A tecnologia é muito flexível em relação à matéria-prima, que podem derivar de fontes diferentes da cana. O diesel de cana ainda não é um produto atrativo economicamente, então a empresa foca atualmente na produção de insumos para detergentes, lubrificantes e aditivos, plásticos, fragrâncias e até mesmo cosméticos, que proporcionam alguma rentabilidade.

Em janeiro a LS9 passou por uma grande reestruturação, a empresa anunciou a nomeação de Tjerk de Ruiter como novo presidente e CEO (sexto CEO que passa pela empresa nos últimos seis anos) e dispensou quase dois terços de seus funcionários. A informação colocou em dúvidas se a companhia ainda teria condições de se manter em atividade. Ruiter informou que a redução no número de funcionários visa otimizar os recursos e alinhar a companhia com o cenário atual e a missão da empresa. Com o anuncio do plano de expansão da sua unidade na Flórida, a situação da LS9 parece ter se estabilizado e para 2013 a empresa pretende ainda ampliar sua atuação em solo brasileiro.

Governo desonera indústria do etanol visando retomada do setor

Governo desonera indústria do etanol visando retomada do setor ainda este ano
Os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e de Minas e Energia, Edison Lobão, anunciaram esta semana, que o governo pretende baixar custos, aumentar investimentos e estimular ganhos de competitividade na indústria química e no setor de etanol.

O pacote lançado pelo governo federal prevê uma renúncia fiscal de R$ 2,07 bilhões para 2013 com a redução da incidência de PIS/COFINS e reabertura de linhas de crédito no BNDES. As medidas e o aumento da mistura do etanol anidro na gasolina de 20% para 25% começam a vigorar no dia 1º de maio, já as desonerações dependem ainda de uma medida provisória.

Para o setor de etanol, as distribuidoras deixam de pagar o PIS/COFINS que irá incidir diretamente sobre o produtor (R$0,12 por litro), porém vão receber um crédito tributário do governo no mesmo valor. Outra medida tomada é a redução dos juros do Pró-Renova de 8,5% a 9% para 5,5%. O objetivo é aumentar a produção de cana de açúcar no país por meio de financiamento à renovação e implantação de novos canaviais, disponibilizando R$ 4 bilhões para esse ano. Também foram anunciadas novas condições de financiamento da estocagem do etanol, que agora contará com R$ 2 bilhões e terá taxa de juros de 7,7% ao ano contra 8,7% cobrada em 2012.

Veja a reportagem completa em http://www.maxiquim.com.br/site/maxigip_ver.php?id=1499 (necessário criar cadastro para acessar gratuitamente)

DuPont e USDA fazem acordo para etanol 2G

DuPont e USDA fazem acordo para etanol 2G DuPont e USDA fazem acordo para etanol 2G


A USDA (United States Department of Agriculture) anunciou acordo de colaboração com a DuPont para garantir a exploração sustentável de matérias-primas vegetais para etanol celulósico. O acordo estabelece normas para coleta de palha, preservando o solo e fornecendo matéria-prima para a indústria do etanol de segunda geração. Este acordo visa apoiar os esforços dos Estados Unidos em reduzir a dependência de petróleo estrangeiro e tem duração de cinco anos.
As normas envolvem colheita sustentável de resíduos agrícolas para combustível renovável, apoio a criação de emprego rural, renda adicional para os agricultores, desenvolvimento de bioenergia e proteção dos recursos naturais e da produtividade da terra.
A primeira planta envolvida neste acordo fica a nordeste de Des Moines, Iowa, perto da cidade de Nevada, onde a DuPont está construindo uma planta de US$ 200 milhões, com capacidade de 30 milhões de galões de etanol celulósico por ano, utilizando 375 mil toneladas de palha de milho anualmente. Os resíduos utilizados pela planta serão colhidos em um raio de 30 quilômetros em torno da instalação. A DuPont informou que está trabalhando com 500 agricultores para recolher palha suficiente.
Empresas como a DuPont tem investido milhões de dólares em pesquisas para produção de etanol celulósico, pois a demanda por milho e a recente seca elevaram os preços do grão. Cerca de 70 projetos de plantas estão em andamento nos Estados Unidos e duas plantas, incluindo a da DuPont, já estão sendo construídas.
Os agricultores serão beneficiados com o crescimento da indústria porque as empresas estão dispostas a pagar pela palha que geralmente ficava nos campos após a colheita. A palha é vendida por cerca de US$ 15 por tonelada; geralmente são removidas duas toneladas de palha por hectare, o que equivale a cerca de US$ 30 por acre.
No entanto, certa quantidade de palha deve ficar no terreno, para ajudar a reabastecer nutrientes e controlar da erosão. A DuPont trabalhou com agricultores da região por cerca de três anos, estudando o impacto da remoção da palha do campo e chegou em uma quantidade de palha benéfica para o solo e os testes também demonstraram que muita palha no solo pode causar certas bactérias, que impedem a eficácia da adubação e o surgimento de novas sementes na estação de crescimento seguinte. O objetivo do estudo foi maximizar o material celulósico para o combustível e também certificar-se de que o solo continuará a ser produtivo.

Fonte: http://www.maxiquim.com.br/site/news/dupont-e-usda-fazem-acordo-para-etanol-2g/1480

terça-feira, 2 de abril de 2013

MMA a partir de fontes renováveis

Bio Metacrilato de Metila (bio-MMA)




Mais um importante monomero para a industria química é alvo de pesquisas recentes no intuito de desenvolver uma rota de produção a partir de fontes renováveis, o metacrilato de metila (MMA - methyl methacrylate).

Um anúncio do mês passado informa que a Ascenix BioTechnologies está desenvolvendo processos para sintetizar produtos químicos a partir de matérias-primas renováveis, que serão mais econômicos e menos poluidores.

A nova tecnologia criada pelo Professor Kechun Zhang, um engenheiro químico e cientista da College of Science and Engineering, Universidade de Minesota, USA, permite rendimentos no processo comparável à performance dos processos usados com materiais oriundos do petróleo.

O foco inicial é para a produção de metacrilato de metila (MMA), usado para a produção de polimetil metacrilato (PMMA) - vidro acrílico, e também na produção de tintas, peças automotivas e eletrônicas. A produção global deste produto é de mais de 3 milhoes de toneladas por ano.

O processo utiliza matéria-prima renovável, passa por fermentação, é modificada quimicamente, e o resultado são iguais aos químicos produzidos de maneira convencional. Como as matérias-primas são derivadas de milho, cana-de-açúcar, celulose, etc. - o processo é ambientalmente mais recomendado, e os preços não serão mais sujeitos às flutuações atuais nos preços dos derivados de petróleo, se comparado com as flutuações da comodite açúcar. Além disso, o processo verde de produção do MMA não utiliza químicos perigosos, como o cianato de hidrogênio (ACH) ou ácido sulfúrico, utilizados no processo convencional.

A pesquisa de Zhang foi patrocinada pela Universidade de Minesota e a tecnologis foi co-inventada com a parceria de Mingyong Xiong.

Outra empresa que anunciou pesquisas na obtenção de MMA a partir de fontes renováveis é a Lucite International, a maior produtora mundial deste monômero para venda direta. O anúncio feito em 2011 não informa detalhes do processo, igual ao anúncio da Ascenix.

A Evonik já abriu alguns detalhes a mais, na sua busca pela rota mais economicamente viável de produção do MMA. Neste caso,  a empresa abriu o nome do processo - AVENEER* - que é um processo catalítico de multiplas etapas. A outra tecnologia é uma rota metabólica usando cana-de-açúcar e bactérias para gerar MMA, a qual pode ser integrada ao porcesso AVENEER.

*Avenir (mesma pronúncia de Aveneer) em francês significa futuro.
 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Avião movido a energia solar vai atravessar os EUA em maio

Avião movido a energia solar vai atravessar os EUA em maio

                                                             Copyright: Solarimpulse
 
O avião experimental suíço Solar Impulse, cujos motores elétricos são exclusivamente alimentados com energia solar, está pronto para atravessar os Estados Unidos de oeste para leste, informaram seus criadores.
"Estamos agora prontos para voar através dos Estados Unidos", declarou o coautor do projeto André Borschberg durante durante entrevista em Mountain View, na Califórnia.
Após vários voos de teste, o Solar Impulse deve partir de San Francisco rumo à Nova York no próximo dia 1º de maio, confirmou Borschberg.
A travessia será realizada em cinco etapas por motivos de segurança, disse o cocriador, acrescentando que o avião pode, tecnicamente, completar o voo sem escalas, mas o problema é o piloto. O trajeto sem escalas exigiria ao menos três dias, a uma velocidade de cruzeiro de 70 quilômetros por hora do Solar Impulse.
"Estamos limitados a voar no máximo 24 horas" devido à presença de apenas um piloto, destacou Borschberg, que guiará o avião em revezamento com Bertrand Piccard, o outro autor do projeto.
O Solar Impulse pesa apenas 1.600 quilos, mas tem a envergadura de 63,40 metros, equivalente a de um Boeing 747.
A primeira etapa será Phoenix (Arizona), seguida por Dallas Fort Worth (Texas), Atlanta (Geórgia), Nashville (Tennessee) ou St Louis (Missouri).
A etapa final levará o Solar Impulse ao aeroporto de Dulles, na região de Washington, em meados de junho, antes do voo para Nova York, em julho.
O avião ficará entre uma semana e dez dias em cada cidade para a visitação do público. O projeto, lançado há dez anos, realizou seu primeiro voo em junho de 2009.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/afp/2013/04/01/aviao-movido-a-energia-solar-vai-atravessar-os-eua-em-maio.htm

http://www.solarimpulse.com/en/


Químicos criam catalisador barato para armazenar energia renovável

Químicos criam catalisador barato para armazenar energia renovável

Cientistas canadenses anunciaram que desenvolveram um método relativamente barato que usa óxido como catalisador para armazenar energia elétrica através da eletrólise da água. Curtis Berlinguette e Simon Trudel, químicos da Universidade de Calgary, em Alberta, no oeste do Canadá, dizem que a inovação, descrita na última edição da revista científica Science, permitirá armazenar a energia proveniente de rotores eólicos e painéis solares.
Estas duas fontes renováveis dependem de condições meteorológicas e, portanto, com frequência produzem energia que acaba se perdendo, por não poder ser utilizada imediatamente nem ser armazenada.
Para comercializar esta tecnologia, Berlinguette e Trudel patentearam o método e criaram uma empresa, a Firewater Fuel.
Os cientistas partem de um processo conhecido há séculos, que consiste em transformar a energia elétrica em energia química mediante a divisão da água em hidrogênio e oxigênio.
Os dois gases podem ser facilmente armazenados separadamente e usados como combustível para gerar eletricidade, além de poderem virar água e seren reutilizados em um novo ciclo.
Mas até agora a operação não era economicamente viável porque a eletrólise precisa de catalisadores para ser eficaz, mas eles eram feitos de metais raros, tóxicos e caros, como o irídio e o rutênio, e tinham uma estrutura cristalina.
Os químicos canadenses recorreram a outros componentes metálicos abundantes e baratos, misturando óxido de ferro (conhecido simplesmente como óxido) a óxido de cobalto ou de níquel para criar catalisadores mais simples, com uma estrutura "amorfa" ou "desordenada", ou seja, não cristalina.
Segundo os pesquisadores, estes catalisadores novos são tão eficazes quanto os fabricados com metais raros e custam "milhares de vezes menos".
Os inventores esperam produzir, a partir de 2014, catalisadores utilizáveis nos grandes eletrolisadores existentes. Um protótipo, do tamanho de um refrigerador, que pode ser usado em uma casa particular, pode estar disponível já no ano que vem.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/afp/2013/04/01/quimicos-criam-catalisador-barato-para-armazenar-energia-renovavel.htm

Substituindo o PET

Substituindo o PET



O plástico PET se tornou um importante polímero pelas suas propriedades excelentes na aplicação como embalagens de alimentos e bebidas. O PET ainda não pode ser utilizado para todos os tipos de bebidas, assim, outros polímeros são usados, como PE/PP, para sucos de frutas e vidro/metal para cerveja. Por causa da grande quantidade de PET que, por fim, são jogadas no lixo, grandes empresas como a Coca-Cola estão tentando desenvolver alternativas mais ambientalmente corretas. A verdadeira sustentabilidade, porém, não se trata apenas do meio-ambiente (emissão de gases, uso da agua e terra), mas também sobre a cadeia de suprimentos (emissão de CO2, consumo de energia e logística) e custos. A reciclagem fácil deve fazer parte do critério de decisão e não somente matérias-primas verdes (bio). O primeiro passo do projeto PlantBottle™ da Coca-Cola 'e o uso do Bio-MEG (como anunciado anteriormente). Outros projetos em andamento, que são patrocinados pela Coca-Cola são:

· Açúcar fermentado da Gevo produz isobutanol, com várias etapas para produzir bio-paraxileno (bio-PX). Este paraxileno pode ser usado em fabricas existentes de PTA (ácido politereftálico).

· Virent propõem produzir bio-aromáticos (BTX - benzeno, tolueno e xileno) a partir de celulose como palha de milho ou restos celulósicos de pinheiros.

· A Avantium está usando um novo catalisador para transformar açúcar a partir de qualquer fonte vegetal em ácido dicarboxílico furano ou furano ácido dicarboxílico (furan dicarboxylic acid). Este ácido ( FDCA) com bio-MEG forma o PEF. Este novo polímero com melhores propriedades de barreira protetiva que o PET e a porta de entrada para envases a quente, sucos e cervejas.
 

PlantBottle™ - Com o desenvolvimento da tecnologia liderado pela The Coca-Cola Company, a PlantBottle™ é fabricada por um processo inovador de transformação da cana-de-açúcar em um insumo do processo de fabricação do polímero PET. Seu plástico é produzido a partir da reação química de dois componentes: MEG (monoetileno glicol), responsável por 30% de seu peso; e PTA (ácido politereftálico), responsável pelos 70% restantes.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Slide interessante sobre as empresas de quimicos verdes

Achei super interessante este slide com uma integracao das empresas ligadas com o desenvolvimento e producao de quimicos verdes, a partir de fontes renovaveis, e importantes para o futuro da industria quimica.


 
 
 

Fonte:
http://www.industrialgreenchem.com/pdf-docs/presentations/-Unlicensed-IGCW_2011_%20R.%20Rajagopal%20KnowGenix.pdf

Estudos sobre os Poliidroxialcanoatos ou PHAs

Recentes estudos sobre Poliidroxialcanoatos ou PHAs  e sua utilização para aumento da performance do PVC

 
 
Os Poliidroxialcanoatos ou PHAs são um poliéster linear produto natural com uma fermentação bacteriana de açúcar. É possível acrescentar mais de 100 monômeros diferentes desta família para dar vida a materiais com propriedades extremamente diferentes. É possível criar materiais termoplásticos ou elastómericos, com um ponto de fusão que varia entre 40 e 180°C.
 
O produto é particularmente indicado para a produção de objectos através de métodos de produção por injecção ou extrusão. Substitui igualmente produtos altamente contaminados como PET, PP, PE, HDPE, LDPE.
 
O PHA acentua o seu fator de biodegradabilidade na água bacteriologicamente não pura. Este tipo de biodegradação dos polímeros representa o "futuro" da biodegradabilidade mundial. O desaparecimento natural e em poucos dias de um biopolímero em água bacteriologicamente não pura (ex.: rios) é um resultado raro e muito difícil de obter. O PHA é o primeiro biopolímero obtido de subprodutos do açúcar para obter este importante resultado. Em 10 dias dentro de água normal dos rios, o PHA transforma-se em água de rios ou em água do mar.
 
 Se juntarmos estas características ao desempenho inicial do biopolímero (resistência, flexibilidade, impressão), facilmente se consegue compreender a qualidade final do produto. Os PHAs são também os únicos plásticos biodegradáveis no mar.
 
Plásticos do futuro – um campo promissor para o uso dos polímeros biodegradáveis é na medicina. Incipiente em todo o planeta, essa gama de polímeros está mobilizando investimentos e pesquisas que podem redefinir o papel dos plásticos nas aplicações médicas. O Brasil também possui alguma experiência nesse ramo, ligada principalmente aos polímeros da família dos poliidroxialcanoatos (PHAs).

Grosso modo, resinas biodegradáveis são aquelas que são degradadas (quebradas em partes menores) por microrganismos existentes no meio ambiente. A família dos PHAs possui mais de 150 polímeros registrados, e alguns desses poliésteres têm características termoplásticas, enquanto outros se assemelham a elastômeros. Os de maior uso no segmento médico, até o momento, são as borrachas.

No Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) da Universidade de São Paulo (USP), há um grupo de químicos, bioquímicos, farmacêuticos e biólogos que pesquisa, entre outros assuntos, os PHAs.

 
Segundo o IPT, os polímeros da família são produzidos por várias famílias de bactérias isoladas do solo. Elas são cultivadas em culturas de microrganismos em biorreatores e fabricam os polímeros quando o meio em que estão inseridas lhes fornece uma fonte de carbono em excesso, mas não há condições para o microrganismo se reproduzir devido à restrição no fornecimento de algum dos nutrientes. É o equivalente entre os humanos a acumular gordura. Inicialmente, os microrganismos são estimulados a se reproduzir, para que o processo tenha boa produtividade. Quando a contagem de bactérias atinge valor adequado, uma das fontes de nutrientes (fósforo, nitrogênio ou oxigênio) é restringida, e os microrganismos passam a acumular o polímero na fórmula de grânulos que precisam então ser extraídos. A fonte de carbono fornece o ingrediente para a formação da cadeia polimérica e diferentes fontes resultam em polímeros diversos. Açúcar, resíduos de óleo vegetal e biodiesel, e hidrolisado de bagaço de cana são algumas das possibilidades. Como as enzimas presentes nas bactérias são os catalisadores do processo, o uso de vários microrganismos permite a produção de um leque de polímeros.
Um estudo recente, a empresa Metabolix, Inc. , uma compania inovadora em biociências focada em plásticos, químicos e energia, anunciou recentemente um novo copolímero de bio-PHA (polyhydroxyalkanoate) com PVC (cloreto de polivinila), e seus resultados de melhoria significativa das características mecânicas e ambiental. O PVC é um polímero com uma vasta gama de usos, desde construção até na medicina. A demanda global de PVC é estimada em aproximadamente 35 milhões de toneladas.  A Metabolix apresentou um estudo entitulado "New Biobased PHA Rubber Copolymers for PVC Modification" ( Nova borracha de bio-PHA como copolímero para modificação do PVC) na Vinyltec 2012, conferência realizada em outubro passado.  
 
A Metabolix desenvolveu uma serie de copolimeros de PHA e demonstrou que sao misciveis com PVC. Os cientistas da Metabolix criaram composicoes especificas de PHA para melhorar a plasticidade, impacto e modificar o processamento de PVC rigido e flexivel.     
  • Em plastificacao, os copolimeros de PHA tiveram performance como moleculas de alto peso molecular, prontamente dispersivel em plastificantes, e permitiram formulacoes de compostos com baixa migracao, baixa perda de extraiveis, volateis e coloracao.     
  • No quesito modificacao de impacto, os copolimeros de PHA tiveram melhor performance que o melhor modificador de impacto MBS core/shell (Methacrylate/Butadiene/Styrene) e nao comprometeram a transparencia e estabilidade ao UV do PVC.      
  • Como melhoria de processamento, as propriedade de aderencia do copolimero de PHA promoveram fusão de cisalhamento homogenea das partículas de PVC e impediu o sobreaquecimento e degradação.    
Resumindo, os estudos demonstraram que copolimeros de PHA podem produzir melhorias significativas no processamento do PVC. Alem disso, os estudos confirmam um outro mercado para sua utilizacao, alem dos mercados que requerem a biodegradabilidade do PHA.
  
Metabolix trabalhou diretamente com a AlphaGary, uma empresa de Massachusetts- EUA que trabalha com compostos de PVC e TPE/TPO .
 
 A Metabolix ainda planeja producir este produtos derivados de PHA na atual planta de Leon, Espanha, com capacidade de produzir 10mil toneladas por ano de compostos. Eles esperam ainda ter amostras destes compostos ainda no inicio de 2013.

Fontes:
 
http://www.bio-on.it/what.php?lin=portoghese
http://www.plastico.com.br/revista/pm383/pm_medicina5.html
http://ir.metabolix.com/releasedetail.cfm?ReleaseID=715038

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Ácido succínico verde - mais notícias

Ácido succínico verde




O mercado de ácido succínico verde recebeu uma notícia energizante neste mês de dezembro. De a cordo com a notícia, a  Piedmont Chemical usará uma combinação de ácido succínico verde da Myriant e propanodiol da DuPont Tate and Lyle Bio Products para produzir um poliéster renovável. Este poliester 100% verde deverá estar disponível para produtores de poliuretanos e prometem ter a mesma funcionalidade e custo competitivo aos polióis de derivados de petróleo.  

As três companias acordaram com uma inocação aberta, que significa que as formulações de poliol serão totalmente disponíveis ao mercado.
 
Na sequência de notícias quentes, a Reverdia  anunciou no dia 13 de dezembro que iniciou as operações da planta de 10 mil toneladas ano de ácido succínico verde em Cassano Spinola, Itália. A planta é a primeira em escala comercial no mundo, e também a única que se beneficia do uso da tecnologia de leveduras de baixo pH, como demonstrado na planta piloto.
(Photo Copyright: Reverdia, REVPR004)


Reverdia é uma joint venture entre as empresas DSM e Roquette Frères.

Fontes:
http://www.myriant.com/media/press-releases/piedmont-chemical-launches-renewablepolyols-leveraging-renewable-chemicals-from-dupont-and-myriant.cfm

http://www.reverdia.com/news-2/reverdia-starts-operations-at-the-worlds-first-large-scale-plant-for-bio-based-succinic-acid/

Bio-Butadieno

Butadieno ou 1,3-Butadieno é um simples dieno conjugado. É um importante produto químico industrial usado como um monômero na produção de borracha sintética.

A maioria do butadieno se polimeriza para produzir borracha sintética. Enquanto que o polibutadieno é muito macio, quase líquido, os copolímeros preparados a partir de misturas de butadieno com estireno e/ou de acrilonitrila, tal como acrilonitrila butadieno estireno (ABS), acrilonitrila-butadieno (NBR) e estireno-butadieno (SBR) são resistentes e elásticos. O SBR é o material mais utilizado para a fabricação de pneus de automóveis.

De acordo com ICIS (London), o consumo de butadieno na América Latina, particularmente no Brasil, irá gerar um crescimento agressivo de demanda ate 2020, enquanto a produção de eteno ou etileno se torna escasso. A importação de butadieno nos Estados Unidos poderá subir perto dos 60% antes que as novas tecnologias de produção direta do butadieno emerjam como alternativa de suprimento.

Os preços do butadieno nos Estados Unidos deverão subir a longo prazo, de acordo com os produtores, porque há uma mudança no set up petroquímico norte americano de produzir mais etano e etileno (gás) e menos butadieno (líquidos). 

Dentro deste cenário, uma empresa americana de processos e tecnologia de materias primas renováveis, a Genomatica, anunciou mais parcerias para seu projeto de produção de butadieno verde, ou bio-butadieno. A parceria foi anunciada anunciada em julho passado, com a  italiana Versalis  e a  Novamont para formar uma parceria no bio-butadieno, ou Bio-BD.

Os três parceiros planejam licenciar uma joint ventire para desenvolver um processo tecnológico e um pacote de engenharia para companias que desejam produzir Butadieno a partir de biomassa.

A própria Versalis poderia ser a primeria licenciada desta tecnologia para construir uma planta de bio-butadieno. O seu consumo atual de butadieno já é significativo em sua planta de elastômeros.

A Genomatica tem por objetivo desenvolver tecnologias para a produção de comodites químicas que deverá bater os processos convencionais no sentido de custo. Eles afirmam assim que estão buscando melhores economias de produção e não somente um selo verde. Eles ainda planejam desenvolver uma vasta gama de matérias-primas. A biomassa ideal é aquela mais barata. Eles poderão plantar a própria matéria-prima, como grama ou capim, ou utilizar bagaço de cana, ou ainda restos de palha, dependendo da região geográfica.

Fonte: http://www.genomatica.com/news/press-releases/versalis-to-partner-with-genomatica-and-novamont-for-bio-based-butadiene/


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Parceria para a produção de acido succinico verde

Parceria para a produção de acido succinico verde

  
Mais uma parceria no mundo dos químicos verdes foi anunciada no mês passado, entre a belga Proviron, fornecedora de polímeros e químicos verdes, e a empresa fruto de uma joint venture entre DSM e Roquette Frere, a Reverdia, que produz acido cuccinico verde.
 
A Reverdia utilizara sua tecnologia de fermentação para a produção de dimetil-succinato desenvolvido e patenteado pela Proviron, com o nome comercial de Provichem 2511 Eco.
O produto pode ser usado como agente coalescente para emulsões em polimerização em aplicações como tintas com baixo conteúdo de compostos orgânicos voláteis (VOC), ou ainda, como matéria prima na produção de pigmentos.
 
O acido succinico sera produzido na Itália, e o inicio da produção esta previsto para o final de 2012 ou o inicio de 2013. Atualmente, a Proviron produz biodiesel e desenvolveu cultivo de microalgas. Em 2011, a empresa abriu um escritório na China.
 
Fontes:
 
 
 
 

Produção de petróleo verde a partir de algas

Sapphire Energy assina parceria com ISB para produção comercial de algas

 


Sapphire Energy Inc, líder mundial em produção de petróleo verde a partir de algas, e o Institute for Systems Biology (ISB), pioneiro neste tipo de pesquisa, anunciaram no mês passado uma parceria estratégica para desenvolver bio-combustiveis a partir de algas.  A parceria visa solucionar os problemas de aplicação biológica nas algas, com o objetivo de aumentar a produtividade e melhorar a resistência das fazendas de algas contra possíveis predadores e outros fatores ambientais, para assim, avancar a produção comercial dos bio-combustiveis a partir de algas.

A Sapphire Energy esta lidando com um dos problemas mais complicados do ser humano: como fazer combustível a  partir de fontes renováveis. A ISB, acredita que com esta parceria, eles poderão juntos complementar os conhecimentos para entender, fazer engenharia reversa e alterar os genes das algas para viabilizar a produção de bio-combustiveis.

A Sapphire desenvolveu uma das mais excitantes tecnologias da nossa década, a produção de petróleo, em grande escala, a partir de algas. A empresa produz petróleo a partir de algas, ou petróleo verde, que e renovável, leve e pode ser refinado para produzir nafta, diesel e querosene (gasolina de avião).
Recentemente, a empresa começou a operar a primeira fase de uma planta de demonstração em um fazenda de petróleo verde de 300 acres, também conhecida como a Bio-Refinaria integrada de algas, e, Columbus, New México, Estados Unidos. A fazenda de petróleo verde esta estimada a produzir 100 barris por dia, e estará terminada no final de 2014.

Alem disso, a Sapphire Energy opera uma planta de 22 acres de pesquisa e desenvolvimento am Las Cruces, New México. Nas atividades já desenvolvidas, a empresa produziu com sucesso o petróleo verde que foi utilizado como combustível de avião, em alguns voos da Continental Airlines e Japan Airlines.
 Não e atoa que a Sapphire pertence a lista das empresas mais proeminentes de bioenergia, coordenada pela Biofuels Digest e a Organização de algas como biomassa (ABO).


Algae Biomass Organization   


Lista das companhias de desenvolvimento de algas e membros da ABO em 2012:
#1. Solazyme
#8. Sapphire Energy
#9. Joule Unlimited
#11. Honeywell’s UOP
#13. LS9
#35. Algenol
#40. Boeing
#41. OriginOil

Fontes:

http://biomassmagazine.com/articles/8268/sapphire-energy-isb-partner-on-commercial-algae-production

http://www.sapphireenergy.com/news-article/1287060-algae-companies-among-hottest-companies-in

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Empresa brasileira de celulose investe em bio-combustíveis

Empresa brasileira de papel e celulose, Fibria Celulose S.A, forma joint venture e investe na  Ensyn Corp.

 
A empresa brasileira de papel e celulose Fibria Celulose S.A. formou uma joint venture, anunciada no mês passado, coma  americana Ensyn Corp., para produzir combustíveis a partir de biomassa. A empresa brasileira, também investiu 20 milhões de dólares na Ensyn. A intenção da Fibria é também atuar no fornecimento da biomassa para a futura conversão dos bio-combustíveis, e crescer o seu posicionamento no mercado brasileiro.
O investimento da Fibria proporcionará à empresa uma porcentagem de 6% em participação na Ensyn, e também permitirá à Fibria de exercer direitos sobre outros investimentos. A Fibria não participará do grupo de shareholder, que incluem entre outros: Credit Suisse, Impax Asset Manager PLC e CTTV Investments LLC (uma divisão da Chevron U.S.A. Inc.).
 
A empresa americana Ensyn, desenvolveu um processo avançado para a produção de bio-combustíveis, chamado Rapid Thermal Processing. A Fibria, neste sentido, torna-se um importante parceiro da Ensyn, uma vez que facilita o acesso à biomassa.
 

Etileno verde produzido via Fotossíntese

NREL produz Etileno via Fotossíntese

Processo alternativo verde oferece alternativa ao etileno oriundo do petróleo.

Cientistas do Departamento e Laboratório Americano de Energia Renovável (U.S. Department of Energy’s National Renewable Energy Laboratory  - NREL) demonstrou recentemente uma maneira de se produzir etileno via fotossíntese, o que poderá mudar os processos atuais de conversão de químicos e combustíveis, e ainda ajudar a limpar a atmosfera.
Os cientistas introduziram um gene dentro de uma cianobactécria e demonstrou que o organismo permanceu estável por pelo menos quatro gerações, produzindo etileno gás que poderia ser facilmente capturado.

 
O organismo - Synechocystis sp. PCC 6803 - produziu etileno a uma alta taxa de conversão e o processo ainda está sendo melhorado. O laboratório demonstrou uma taxa de conversão de 170 mg de etileno por litro.dia. Esta taxa, de acordo com a agência, é maior do que a taxa reportada pela produção fotossintética de etanol, butanol ou qualquer outro combustível produzido através de microorganismos já apresentado.

O processo ainda não emite dióxido de carbono na atmosfera. Conversamente, o processo ainda recicla o gas carbônico porque os microorganismos o utilizam como parte de seu ciclo metabólico. 
 
O etileno é o derivado petroquímico mais produzido no mundo atualmente, a partir do petróleo, e esta indústria é a mais poluidora em termos de emissão de gás carbônico. As refinarias de petróleo produzem de 1,5 a 3 toneladas de CO2 diariamente por tonelada de etileno produzido.

O porcesso da NREL, ao contrário, produz etileno utilizando o CO2, que é alimento para a bactéria.
Isso seria uma economia de 6 toneladas de CO2 emitidos por tonelada de etileno produzido.

O principal cientista da agência,  Jianping Yu, informou que a diferença está no uso de fótons antigos e de fótons novos. O etileno oriundo dos fótons antigos é o etileno a partir do petróleo, derivado de organismos fotossistéticos que capturaram a energia solar há milhões de anos atrás. O processo da NREL utiliza fótons novos que estão atualmente atingindo as plantas, algas e bactérias capazes de produzir combustíveis diretamente.

Dez anos atrás, um grupo de cientistas japoneses liderados por Takahira Ogawa , na Universidade de Sojo, realizaram o primeiro teste de produção de etileno através da conversão de cianobactécrias Synechococcus 7942. Porém, na quarta geração, as bactérias não funcionaram mais, e pararam a produção de etileno.
 
A NREL utilizou uma bactéria diferente, a Synechocystis 6803, que os cientistas pesquisaram por muito tempo, alterando sua sequência genética. Eles manipularam o DNA do gene produtor de etileno para ser mais estável e mais ativo que o gene original. Este processo resultou num organismo que utiliza o CO2 e água para produzir etileno, sem perder sua habilidade de produção contínua. O etileno não é tóxico ao organismo produtor e também não é alimento a qualquer outro organismo que poderia potencialmente contaminar o processo. O processo também não produz cianetos.
 
O etileno poderia ser produzido em um fotobioreator fechado contendo água do mar enriquecida com nitrogênio e fósforo. O etileno produzido poderia assim, ser capturado do reator. Este processo de separação ainda seria fácil de se projetar, uma vez que o gas simplesmente se separa da água. Até poderia ser incluído, na sequência, o processo de produção do polímero (PE).
 
A NREL ainda está em discussão com parceiros potenciais para ajudar a construir a planta em escala industrial.
 
 
NREL is the U.S. Department of Energy's primary national laboratory for renewable energy and energy efficiency research and development. NREL is operated for DOE by the Alliance for Sustainable Energy, LLC.