segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Empresa brasileira de celulose investe em bio-combustíveis

Empresa brasileira de papel e celulose, Fibria Celulose S.A, forma joint venture e investe na  Ensyn Corp.

 
A empresa brasileira de papel e celulose Fibria Celulose S.A. formou uma joint venture, anunciada no mês passado, coma  americana Ensyn Corp., para produzir combustíveis a partir de biomassa. A empresa brasileira, também investiu 20 milhões de dólares na Ensyn. A intenção da Fibria é também atuar no fornecimento da biomassa para a futura conversão dos bio-combustíveis, e crescer o seu posicionamento no mercado brasileiro.
O investimento da Fibria proporcionará à empresa uma porcentagem de 6% em participação na Ensyn, e também permitirá à Fibria de exercer direitos sobre outros investimentos. A Fibria não participará do grupo de shareholder, que incluem entre outros: Credit Suisse, Impax Asset Manager PLC e CTTV Investments LLC (uma divisão da Chevron U.S.A. Inc.).
 
A empresa americana Ensyn, desenvolveu um processo avançado para a produção de bio-combustíveis, chamado Rapid Thermal Processing. A Fibria, neste sentido, torna-se um importante parceiro da Ensyn, uma vez que facilita o acesso à biomassa.
 

Etileno verde produzido via Fotossíntese

NREL produz Etileno via Fotossíntese

Processo alternativo verde oferece alternativa ao etileno oriundo do petróleo.

Cientistas do Departamento e Laboratório Americano de Energia Renovável (U.S. Department of Energy’s National Renewable Energy Laboratory  - NREL) demonstrou recentemente uma maneira de se produzir etileno via fotossíntese, o que poderá mudar os processos atuais de conversão de químicos e combustíveis, e ainda ajudar a limpar a atmosfera.
Os cientistas introduziram um gene dentro de uma cianobactécria e demonstrou que o organismo permanceu estável por pelo menos quatro gerações, produzindo etileno gás que poderia ser facilmente capturado.

 
O organismo - Synechocystis sp. PCC 6803 - produziu etileno a uma alta taxa de conversão e o processo ainda está sendo melhorado. O laboratório demonstrou uma taxa de conversão de 170 mg de etileno por litro.dia. Esta taxa, de acordo com a agência, é maior do que a taxa reportada pela produção fotossintética de etanol, butanol ou qualquer outro combustível produzido através de microorganismos já apresentado.

O processo ainda não emite dióxido de carbono na atmosfera. Conversamente, o processo ainda recicla o gas carbônico porque os microorganismos o utilizam como parte de seu ciclo metabólico. 
 
O etileno é o derivado petroquímico mais produzido no mundo atualmente, a partir do petróleo, e esta indústria é a mais poluidora em termos de emissão de gás carbônico. As refinarias de petróleo produzem de 1,5 a 3 toneladas de CO2 diariamente por tonelada de etileno produzido.

O porcesso da NREL, ao contrário, produz etileno utilizando o CO2, que é alimento para a bactéria.
Isso seria uma economia de 6 toneladas de CO2 emitidos por tonelada de etileno produzido.

O principal cientista da agência,  Jianping Yu, informou que a diferença está no uso de fótons antigos e de fótons novos. O etileno oriundo dos fótons antigos é o etileno a partir do petróleo, derivado de organismos fotossistéticos que capturaram a energia solar há milhões de anos atrás. O processo da NREL utiliza fótons novos que estão atualmente atingindo as plantas, algas e bactérias capazes de produzir combustíveis diretamente.

Dez anos atrás, um grupo de cientistas japoneses liderados por Takahira Ogawa , na Universidade de Sojo, realizaram o primeiro teste de produção de etileno através da conversão de cianobactécrias Synechococcus 7942. Porém, na quarta geração, as bactérias não funcionaram mais, e pararam a produção de etileno.
 
A NREL utilizou uma bactéria diferente, a Synechocystis 6803, que os cientistas pesquisaram por muito tempo, alterando sua sequência genética. Eles manipularam o DNA do gene produtor de etileno para ser mais estável e mais ativo que o gene original. Este processo resultou num organismo que utiliza o CO2 e água para produzir etileno, sem perder sua habilidade de produção contínua. O etileno não é tóxico ao organismo produtor e também não é alimento a qualquer outro organismo que poderia potencialmente contaminar o processo. O processo também não produz cianetos.
 
O etileno poderia ser produzido em um fotobioreator fechado contendo água do mar enriquecida com nitrogênio e fósforo. O etileno produzido poderia assim, ser capturado do reator. Este processo de separação ainda seria fácil de se projetar, uma vez que o gas simplesmente se separa da água. Até poderia ser incluído, na sequência, o processo de produção do polímero (PE).
 
A NREL ainda está em discussão com parceiros potenciais para ajudar a construir a planta em escala industrial.
 
 
NREL is the U.S. Department of Energy's primary national laboratory for renewable energy and energy efficiency research and development. NREL is operated for DOE by the Alliance for Sustainable Energy, LLC.

Meredian celebra nova planta de bio-plásticos

Meredian celebra nova planta de bio-plásticos


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Meredian INC., uma empresa privada que produz biopolímeros, celebra a nova planta de biopolímeros derivados de poliidroxialcanoatos PHAs (polyhydroxyalkanoates). A planta será a maior do mundo, e de acordo com a  empresa, o mercado de bioplásticos está crescendo rapidamente nas aplicações de embalagens, a uma taxa anual de 15% prevista para as próximas duas décadas.
 
As resinas de PHA da Meredian usam uma tecnologia comprada em 2007 da Procter & Gamble. Eles investiram os últimos 3 anos adaptando o processo e desenvolvendo os principais parceiros estratégicos. A empresa ainda espera receber a aprovação de seu PHA ao contato com alimentos e já é certificada pelos requisitos de biodegradação da ASTM.
 
O processo de fermentação da Meredian utiliza matérias-primas renováveis oriundas de plantas para produzir o PHA. A produção do PHA, não é somente segura para o meio ambiente, como também para a saúde humana.
 

Fonte:
http://biomassmagazine.com/articles/8264/meredian-celebrates-grand-opening-of-bioplastics-plant

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Sobre o mercado de Leveduras

A venda de leveduras está em alta conforme aumento de demanda de mercados, de acordo com a empresa de análise de mercado Global Industry Analysts (GIA), Inc.

A GIA anunciou a publicação de um relatório global sobre o mercado de leveduras. O mercado global está projetado em atingir o valor de US$ 4.0 bilhões até 2018, primeiramente pelo aumento do consumo de vilhos, cervejas, ração animal, bio-etanol, e produtos de panificação, entre outros. A demanda sustentável de leveduras é também atribuída ao seu alto valor nutricional, o que está contribuindo para sua popularidade entre os produtos de nutrição saudável.

As leveduras estão sendo utilizadas por muitos séculos na manufatura de uma vasta linha de alimentos e bebidas, e é o ingrediente vital para a produção de pães, e nos processos de vinhos e cerveja. O mercado global de leveduras vêm crescendo robustamente, apesar de diversas crises mundiais testemunhadas nos anos anteriores. Este crescimento é atribuído principalmente à demanda de vinhos, cerveja, reção animal, bio-etanol e pães e seus derivados, entre outros consumidores. Outra demanda está também vinculada com os suplementos alimentares humanos, que possui um crescimento borbulahnte, mesmo durance recessões. Com consumidores certos de que esses suplementos alimentares estão relacionados coma  saúde e o bem estar, a redução de doenças, o mercado de leveduras está em grande ascenção. A popularidade das leveduras estão também atribuídas à aplicação como realçadores de sabor.

As preocupações crescentes com a saúde em países desenvolvidos e em desenvolvimento, as tendências de correção da nutrição pobre, o stress, e outras condições e efeitos negativos dos alimentos geneticamente modificados na saúde, estão encorajando os consumidores a focas mais nos nutrientes equilibrados e numa nutrição saudável, o que aumenta a procura por leveduras a nível global.
Com isso, o mercado global de leveduras está presenciando um creascimento positivo dentre todas as aplicações e segmentos.

As leveduras para panificação continua o setor que utiliza a maior variedade de leveduras, dada a larga escala de aplicações em processamento de alimentos, e fermentação alcoólica.

Leveduras de cerveja é outra aplicação que possue uma grande variedade, o que ainda estã ligada a um mercado altamente lucrativo, se comparado ao mercado de panificação.   

Apesar das premissas de crescimento, o mercado global de leveduras está passando por desafios consideráveis que poderão morder a lucratividade dos produtores.  Entre estes desafios, estão as condições econômicas  desfavoráveis na América do Norte e Europa, a flata de melaços na China, e o aumento dos preços das matérias-primas.

A Europa representa a maior região em consumo, e seus maior crescimento está na panificação, especialidades no setor de alimentação, aumento da demanda por realçadores de sabor naturais. Outro fator de crescimento é o Leste Europeu, que está liderando um significativo aumento no consumo de produtos de panificação e bebidas alcoólicas.

O mercado de  realçadores de sabor, representa uma larga aplicação em leveduras, e nos próximos anos, está esperado um crescimento da Ásia, América Latina e Oriente Médio. A China é o mercado atualmente lucrativo para leveduras na aplicação de ração animal e suplementos alimentares.

Fora estes desafios, o mercado de leveduras é altamente competitivo, com produtores grandes e pequenos lutando por pequenas fatias de mercado. Os maiores produtores mencionados neste relatório são: AB Mauri, Angel Yeast Co. Ltd., Kerry Group Plc, Lallemand Inc., Lesaffre Group, Ohly GmbH, Royal DSM N.V., Synergy (High Wycombe) Limited, e Zeus IBA SpA.


O título do relatório anunciado pela GIA é: "Yeast: A Global Strategic Business Report"


Para mais detalhes, acessar:  
http://www.strategyr.com/Yeast_Market_Report.asp
 
Sobre a Global Industry Analysts, Inc.:

Global Industry Analysts, Inc., (GIA) is a leading publisher of off-the-shelf market research. Founded in 1987, the company currently employs over 800 people worldwide. Annually, GIA publishes more than 1300 full-scale research reports and analyzes 40,000+ market and technology trends while monitoring more than 126,000 Companies worldwide. Serving over 9500 clients in 27 countries, GIA is recognized today, as one of the world's largest and reputed market research firms.

Global Industry Analysts, Inc.
Telephone: 408-528-9966
Fax: 408-528-9977
Email: press(at)StrategyR(dot)com
Web Site: http://www.StrategyR.com/

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Ácido Glucárico (Glucaric acid)

 
A glucose, também designada por glicose, dextrose ou açúcar da uva, é o monossacarídeo (aldo-hexose) mais abundante na Natureza, estando presente nos frutos doces, como é o caso da uva, e também no mel, juntamente com a frutose. Também existe em pequenas quantidades no sangue (glicemia) e na urina.
A sua fórmula molecular (C6H12O6) foi estabelecida por Tollens em 1888 e a sua estrutura por Emil Fischer em 1891.
A glucose é constituinte de muitos oligossacarídeos, entre os quais: a maltose, dissacarídeo que se obtém por hidrólise enzimática do amido; a celobiose, que se obtém por hidrólise enzimática da celulose; a sacarose, em que a glucose se encontra combinada com a frutose; e a lactose em que a glucose se combina com a galactose.
É o único componente de vários polissacarídeos como o amido, a celulose e o glicogénio. A glucose e os seus derivados são muito importantes no metabolismo da energia dos seres vivos.
A D-glucose quando livre apresenta-se sob a forma de hemiacetal cíclico, que se designa por glucopiranose.
Comercialmente a D-glucose produz-se por hidrólise em meio ácido do amido da batata.
A D-glucose é o ponto de partida da síntese do ácido L-ascórbico (vitamina C). Quanto à L-glucose não está provada a sua existência natural em determinadas plantas. Esta pode ser sintetizada a partir da L-arabinose.

Na corrida para a fabricação de químicos de origem renovável , a empresa americana Rivertop Renewables  passou os últimos 3 anos desenvolvendo o ácido glucárico, produzido a partir da oxidação da glucose, e que é um importante intermediário para a conversão de outros produtos químicos verdes.

De acordo com a empresa, o mercado dos derivados do ácido glucárico, como glucaratos e lactonas, não está totalmente desenvolvido, uma vez que estes são caros e a disponibilidade é baixa. Na maior parte, são utilizados para pesquisas ou para suplementos nutricionais.

A Rivertop Renewables, ainda credita que desenvolveram um processo passível para altas escalas de produção, com eficiência econômica e segurança.  Entre as possíveis aplicações para o produto estão, os detergentes (como intermediário para substituir os fosfatos), fraldas descartáveis (como agente que promove a biodegradabilidade) e misturas de concreto.

No início deste ano, a empresa anunciou o sucesso da construção da planta piloto de oxigenação de glucose em escala comercial para a produção de derivados de glucarato.

O processo da Rivertop é capaz de converter uma ampla variedade de açúcares para a produção de uma grande variedades de químicos verdes para diversas aplicações e mercados.




Fontes:
http://www.rivertop.com/products/glucarates.php
http://www.nutriherb.net/calcium_D-glucarate_health_benefits.html
 www: <URL: http://www.infopedia.pt/$glucose>



quarta-feira, 17 de outubro de 2012

European Bioplastics anuncia previsão de mercado em 2016

A European Bioplastics, uma associação Européia da indústria de plásticos verdes, anunciou sua última previsão de mercado para 2016, que é publicado anualmente em cooperação com o Institute for Bioplastics and Biocomposites da Universidade de Hanover.

De acordo com a análise, a indústria de bioplásticos deverá crescer substancialmente até 2016. O crescimento maior está esperado no setor de bioplásticos não biodegradáveis, especialmente o PE convertido a partir de biomassa. O volume produzido de 1,2 milhões de toneladas em 2011 deve atingir 5,8 milhões de toneladas em 2016.

O PET parcialmente verde deverá contar com 40% da produção mundial de bioplásticos.

Os especialistas acreditam que os bioplásticos biodegradáveis devem ter também um creascimento em sua produção  em dois terços, até 2016. Estão incluídos os plásticos a base de PLA (ácido poliláctico) e PHA (polihidroxialconato - ou  polyhydroxyalkanoate em inglês) liderando este crescimento.

De acordo com a European Bioplastics, a Asia possuia a maior capacidade de produção em 2011, com 34,6% do total. A América do Sul tinha 32,8%, Europa 18,5% e Norte America 13,7%.
 Em 2016, é esperado uma expansão da Ásia até 46,3%. A América do Sul deverá ter 45,1% do total, de acordo com este estudo.

Mais uma vez, as pesquisas mostram que o Brasil e demais países da América do Sul possuem as maiores expectativas de crescimento do setor. Bom para nós!!!


 

Notícias em Polietileno verde

Toppan Printing desenvolve embalagem laminada usando 10% de polietileno proveniente de biomassa (Bio-plástico).


O novo projeto do plástico proveniente de biomassa da série "BIOAXX" pode ser usado para aplicações como embalagems de alimentos e remédios. O início da produção está planejada para o segundo trimestre de 2013.
Exemplos de embalagens laminadas que usam PE verde, com espessura menor que 40µm
Copyright 2012 TOPPAN PRINTING CO., LTD.
A empresa afirma que esta é a primeira embalagem no Japão que utiliza biomassa como matéria-prima de produçao do polietileno, e que possui espessura menor que 40µm, que pode ser atingido a partir de tecnologias diferentes das convencionais. Mesmo oriundo de plantas, o material é misturado numa porção de 10% ao PE convencional produzido a aprtir do petróleo. A empresa ainda garante a mesma performance da embalagem convencional que utiliza 100% de PE a partir do petróleo, e prevê vendas num total de # bilhões de Yens no ano fiscal de 2015 para este produto. 

* The names of companies, products and services featured in this press release are the trademarks or registered trademarks of the respective companies.
* The information in this press release is current as of the date of publication and is subject to change without notice.

RheTech produz blend com Green PE


A RheTech  desenvolveu uma novo bio-composto usando o plástico verde de alta densidade da Braskem, oriundo da cana-de-açúcar. Este composto combina fibras de madeira com o plástico verde, para aplicação na indústria automotiva, e nas indústrias de consumo e construção.

A empresa visa atender à alta demanda por materiais sustentáveis pelos seus respectivos clientes. Eles ainda afirmam que a aceitação do produto é alta, e querem aproveitar o produto desenvolvido pela Braskem para aumentar o uso de materiais renováveis em seu portfolio. O objetivo é expandir o potencial de penetração em novos mercados e novas aplicações, além de continuar o desenvolvimentos de outros produtos com suas outras fibras disponíveis em sua linha de produtos atuais.

 
 
 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Baterias de Litium para carro elétrico

Dow Kokam é a fonte de energia do NEOMA EV, o carro elétrico ultra compacto da LUMENEO.

 
 
No mês passado, a Dow Kokam, uma empresa formada entre uma parceria da The Dow Chemical Company com a TK Advanced Battery LLC e  le Groupe Industriel Marcel Dassault, anunciou durante o Motor Show de Paris que irá fornecer sistemas avançados de baterias de ion Litium para a construção do carro elétrico francês  NEOMA EV, do fabricante LUMENEO.
O veículo ultra compacto foi desenvolvido para quatro passageiros e tem apenas 2,69 metros de comprimento. A Dow Kokam fornecerá  o XSYST™ 7 kWh, um sistema de bateria a base de lítium, que aumenta a vida útil da bateria, além de melhorar a performance no inverno. 
 Cada carro NEOMA terá duas baterias de 7kWh, para um sistema total de 14 kWh, que dará ao veículo uma automonia de 140Km e apenas 4 horas de recarga. A velocidade máxima atingida será de 110Km/h. O NEOMA é ideal para rotinas dentro de cidades, e não há geraçao de CO2, fumaça ou barulho.
 
Para mais informações, acesar o site:  www.dowkokam.com
 
 
 
 

PVC Verde

 
Um dos projetos premiados no "Troféu Inovação 2009" da Solvay Indupa ocorreu na categoria "Desenvolvimento Sustentável e Cidadania". A proposta de bio-etileno para PVC permite produzir o PVC verde à base de cana de açúcar e sal.
 
Neste  ano, foi anunciado que a Rhodia, empresa do grupo Solvay, e o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) assinaram acordo com o objetivo de desenvolver rotas e processos químicos para obtenção de moléculas de alto valor agregado a partir da biomassa de cana-de-açúcar, no âmbito da chamada química a partir de fontes renováveis.
 
Segundo esse acordo, a pesquisa será conduzida no CTBE, com apoio de pesquisadores das duas instituições, que trabalharão em conjunto no desenvolvimento de blocos químicos atualmente utilizados em diferentes aplicações e mercados de atuação da Rhodia e da Solvay, visando a substituição de fontes não-renováveis por biomassa no processo de produção destas substâncias.
 
A líder da pesquisa no CTBE, Maria Teresa Barbosa, comenta que os dois primeiros anos de desenvolvimento dessas tecnologias se darão em escala laboratorial. Conforme os experimentos de laboratório tenham êxito, terão a escala ampliada na Planta Piloto para Desenvolvimento de Processos do CTBE, onde serão reproduzidas condições de processos semelhantes à realidade industrial.
 
O projeto, pioneiro no CTBE na área de química verde, também passará por simulações computacionais na Biorrefinaria Virtual de Cana-de-açúcar (BVC) para analisar estimativas de investimento, indicadores sócio-econômicos e analises de ciclo de vida das tecnologias em desenvolvimento.
 
O projeto será desenvolvido com o suporte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que aportará R$ 7 milhões, distribuídos ao longo de três anos. Além disso, a Rhodia também contribuirá com sua expertise na área química para o desenvolvimento de novas rotas para moléculas de alto valor agregado.
 
Sobre a Rhodia
A Rhodia, uma empresa do grupo Solvay, é uma companhia química internacional fortemente engajada no Desenvolvimento Sustentável. Líder em seus negócios, a empresa coloca a busca da excelência operacional e sua capacidade de inovação a serviço do desempenho dos seus clientes. Estruturada em 11 unidades globais de negócios, a Rhodia é parceira dos maiores líderes mundiais das indústrias: automotiva, eletroeletrônica, aromas e fragrâncias, saúde, mercados de cuidados pessoais e domésticos, bens de consumo e mercados industriais. A Rhodia emprega 14 250 pessoas em todo o mundo e obteve faturamen to de 6,17 bilhões de euros em 2011.
 
Sobre o CTBE
O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) é uma instituição de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I) na área de etanol de cana-de-açúcar. Aberto a usuários externos, o CTBE foi criado para contribuir com o Brasil na manutenção da liderança na produção de bioetanol, buscando respostas para desafios científicos e tecnológicos em todo o ciclo produtivo. Nossos cientistas e técnicos enxergam a cana-de-açúcar como uma fonte de carbono que pode ser eficientemente transformada em combustíveis e nos mais diversos produtos para as indústrias alimentícia, química, farmacêutica e outras, consolidando a s usinas em biorrefinarias.
Cerca de 9 mil m2 de área construída, divididos em laboratórios e unidade industrial, servem à realização de experimentos científicos e escalonamento de processos de interesse à indústria sucroenergética. Tal infraestrutura visa agregar os esforços científicos nacionais voltados à obtenção de um combustível que alie alta produtividade ao aproveitamento máximo de matéria-prima e à sustentabilidade do setor.

Enzimas para etanol celulósico

Enzimas para etanol celulósico é tema de workshop do CTBE

Terceira edição de evento sobre hidrólise enzimática visa disseminar resultados científicos e aproximar pesquisadores do Brasil e do exterior


O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) promove entre os dias 12 e 14 de novembro de 2012, em Campinas-SP, o Workshop on Second Generation Bioethanol 2012: Enzymatic Hydrolysis. O evento busca disseminar descobertas científicas e ampliar a interação entre os pesquisadores atuantes em áreas ligadas à produção de enzimas para a conversão de biomassa em etanol.
Atualmente, um dos principais desafios para tornar a tecnologia de etanol celulósico viável economicamente é o elevado custo de produção das enzimas que transformam o bagaço e a palha de cana-de-açúcar em açúcares fermentáveis em etanol. O workshop promovido pelo CTBE tem como objetivo criar um fórum anual de apresentação e debate sobre as principais pesquisas mundiais nesta temática.

Oito palestrantes brasileiros e quatro estrangeiros trarão contribuições sobre as seguintes áreas:

(i) metagenômica aplicada para biocombustíveis;
(ii) produção de proteínas e transdução de sinal em fungos filamentosos e;
(iii) engenharia e evolução molecular de enzimas.

Dentre os destaques do evento estão a apresentação de Edward M. Rubin, diretor do DOE Joint Genome Institute, um dos principais institutos de sequenciamento de DNA e mapeamento de genomas do mundo. Outra pesquisadora de renome presente é Francis H. Arnold, do California Institute of Technology. Arnold vai falar sobre Biologia Sintética, Engenharia de Proteínas e Biocombustíveis. O workshop contará ainda com a presença das palestrantes internacionais Louise Glass, da University of California, e Monika Schmoll, da Vienna University of Technology.

As inscrições para o Workshop on Second Generation Bioethanol 2012: Enzymatic Hydrolysis podem ser realizadas gratuitamente pelo site
www2.bioetanol.org.br/enzymatichydrolysis
até o dia 30 de outubro de 2012 ou enquanto houver vagas.

Esta é a terceira edição do workshop, que conta este ano com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Em 2010 o evento focou na hidrólise a partir de enzimas provenientes de fungos. Na sua segunda edição, em 2011, o tema foi ampliado para hidrólise enzimática em geral. Ao todo, mais de 200 profissionais já participaram deste workshop.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Notícias sobre Bio-plástico PLA


Plastics Color Corporation inicia comercialização do Ingeo™ , plástico para masterbatch de acido poliláctico (PLA)


A empresa PCC (Plastics Color Corporation), uma empresa lider no fornecimento de pigmentos concentrados, compostos e aditivos de masterbatches para a industria de plástico.  O anuncio do mês passado informa que a empresa iniciará a comercialização doSoluPLAs™ TN 920259 , um masterbatch azul. O produto foi originalmente desenvolvido com oplastico IngeoTM da NatureWorks.

O SoluPLAs TN 920259 é apenas um produto da linha de soluções de polímeros sustentáveis (sustainable polymer solutions).  A PCC ainda produz o corante SoluPET ™colorants e outras resinas produzidas parcialmente com plásticos oriundos dos clientes. Além disso, a empresa oferece o  SoluPur™ da linha de polímeros biodegradáveis como parte do comprometimento da empresa com o futuro sustentável.

Para saber mais sobre a PCC, visite o site www.plasticscolor.com


CHEMCEED anuncia início de distribuição de bio-plásticos no mercado norte americano.

A ChemCeed anunciou recentemente que irá distribuir, no mercado Norte americano, a linha de bio-plásticos da produtora alemã FKur.

A ChemCeed oferecerá as três linhas de bio-plásticos produzidas pela FKuR: Bio-Flex®, um blend de ácido poliláctico (PLA) compatível com plásticos de extrusão e moldes de injeção, Biograde®, um blend de colulose para moldes de injeção e Fibrolon®, um composto de plástico e madeira ( Wood Plastic Compound - WPC) desenvolvido para moldes de injeção.

Sobre a FKuR ( FKuR Kunststoff GmbH), em cooperação com o Instituto Fraunhofer UMSICHT, de Oberhausen, desenvolveu a linha de produtos previamente descrita, e ainda comercializa o polietileno verde produzido pela Braskem, conforme postagem do mês passado.

Abaixo a linha de produtos da FKuR:
  • BIO-FLEX® - Biodegradable plastics for extrusion
  • BIOGRADE® - Biodegradable plastics for injection moulding
  • FIBROLON® - Natural fibre reinforced plastics
  • GREEN PE - Polyethylene made from renewable resources

 

 


 

 

 

 

 

Um mês de postagens

Já faz um mês que iniciei as postagens sobre os movimentos da indústria química na busca de alternativas naturais em substituição do petróleo.



Neste último mês, muito aprendi com minha curiosidade em estar atualizada sobre o assunto. É muito gratificante estar ciente de muitas atividades e investimentos no setor verde, bio, como queira chamar. A fabricação de matérias-primas a partir de fontes renováveis é a luz no fim do túnel para a indústria química e nosso planeta.

Muito obrigada a quem seguiu este blog, e espero poder postar muito mais, conforme consigo encontrar espaços entre os compromissos da minha agenda já lotada.

Até hoje, foram 400 visualizações, a partir de vários lugares do mundo.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Ácido Succínico (IUPAC: ácido butanodióico)

BASF e CSM formam joint venture para produzir Ácido Succínico verde

 

BASF e CSM (Diemen, the Netherlands) anunciaram no início deste mês, uma joint venture 50/50 para a construção de uma planta de produção de ácido succínico verde. Esta notícia veio após 3 anos de desenvolvimento e um ano após o anúncio do projeto. A BASF e a Purac, uma subsidiária da  CSM, estão em progresso para estabelecer a joint venture, que será chamada Succinity, baseada em Dusseldorf, Alemanha e com operações previstas para 2013.
O desenvolvimento começou em 2009. A bactéria usada no processo, a Basfia succiniciproducens, que produz ácido succínico, é capaz de metabolizar uma variedade de rejeitos biológicos, e produzir o ácido, incluindo glicerol, açúcares C5 e C6 (pentose e glicose) e CO2. Este novo processo alta eficiência com o uso de matérias-primas renováveis e a diminuição de emissões de CO2. Isto faz o ácido succínico verde uma alternativa economicamente e ecologicamente atrativa ao petróleo.
A BASF and CSM estão modificando uma planta de fermetação em Montmélo, perto de Barcelona, para a produção do ácido verde, que iniciará em 3013, com uma capacidade anual de 10.000 toneladas. As empresas estão planejando uma segunda fase de expansão para 50.000 toneladas por ano.  
 
A demanda por ácido succínico deverá aumentar nos próximos anos, principalmente através da produção de bio plásticos, ou plásticos verdes, além de outros intermadiários químicos, solventes, peliuretanos e plastificantes.
O ácido succínico é um precursor versátil na produção de outros diferentes ácidos carboxílicos e ésteres, bem como de inúmeros outros produtos. O crescimento da produção global de ácido succínico aumenta 10% ao ano, e estima-se que o consumo anual esteja em torno de 30.000 toneladas.
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Entre as suas principais aplicações destacam-se a preparação de solventes, vernizes, perfumes, na fabricação de tintas e corantes, plastificantes, poliésteres, etc. O polibutileno de succinato (PBS) é um bioplástico bastantes promissor produzido através do ácido succínico. Sua confecção é feita pela polimerização de ácido succínico e 1,4 butanodiol. Ele é um produto biodegradável e de grande resistência química e térmica.
O PBS pode ser processado para formar monos e multifilamentos, fios de divisão, entre outros.

Na indústria alimentícia, o ácido é utilizado na produção de bebidas como refrigerantes, cervejas, etc. Ele serve como aromatizante e neutralizante, e é produzido pela fermentação de carboidratos. Já na indústria de medicamentos, é empregado na preparação de agentes que combatem a úlcera e de protetores contra a radiação. Ele também é utilizado como um suplemento nutricional.

IndiaChem 2012

Presidente Indiano urgencia a necessidade de "esverdear" a indústria química
 
5 de Outubro, 2012 (India)



O presidente da Índia, Pranab Mukherjee, solicitou urgência à indústria química local no sentido de aumentar o foco em promover a sustentabilidade com o incremento de investimentos en tecnologias verdes.
 
Durante a abertura da Conferência IndiaChem, o presidente disse que a indústria química doméstica deveria urgenciar as metas para seguir as normas internacionais de segurança, saúde humana e meio ambiente. 
 
Ele disse que de acordo com uma entidade interna, a National Manufacturing Policy, a indústria química pode incrementar substancialmente a participação do setor industrial no crescimento econômico (GDP) dos atuais 16% para 25%.

O presidente ainda disse que a India atrai muitas empresas químicas multinacionais e sugere que a industria deve se engajar nas pesquisas de desenvolvimentos atuais relacionados à química verde.
 

 
 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Energia solar no Brasil

Estava buscando alguma informação completa sobre o setor de energia solar no Brasil, e me deparei com um artigo maravilhoso. Ele está postado na íntegra.

21/09/2012   -   Autor: Jéssica Lipinski   -   Fonte: Instituto CarbonoBrasil


Cada vez mais, o Brasil está investindo em energias renováveis, e nos próximos anos o país deve se firmar como líder no mercado latino-americano de energias limpas. É que indica um novo relatório publicado no mês passado, que também fala sobre outros grandes mercados renováveis da América Latina, como Argentina, Chile, México e Colômbia.

Segundo o documento, em 2011 o país tinha 120.553 megawatts (MW) de energia instalados, com uma grande participação (80%) das energias verdes (considerando as grandes hidrelétricas). Cerca de 70% da energia é hidrelétrica, mas outras fontes alternativas, como a eólica, a solar fotovoltaica (PV), as pequenas centrais hidrelétricas e a biomassa estão crescendo, alimentando atualmente 10% do mix energético.

Fora o setor de grandes hidrelétricas, a capacidade instalada de energias limpas no Brasil deve crescer de 13.260 MW em 2012 para 38.015 MW até o final da década, subindo a uma Taxa de Crescimento Anual Composta (CAGR) de 14%.

Por isso, algumas dessas fontes, como a eólica e a solar, devem ganhar cada vez mais destaque na produção energética nacional. A energia eólica, por exemplo, ainda que contribua com apenas 2.769 MW para o total de capacidade instalada, deve ser estimulada com planos do governo de explorar o mercado offshore, atraindo investidores e podendo chegar a 19.420 MW até 2020.

Mas é a energia solar PV que deve ter o maior crescimento em solo brasileiro, apesar de ainda ser uma das fontes renováveis menos desenvolvidas no país. O setor, que tem uma CARG de 59%, deve saltar dos 31 MW de capacidade instalada em 2012 para 1.276 MW até o final da década.

“A energia solar fotovoltaica não é mais uma promessa, mas uma realidade. Ela já é utilizada no Brasil no Programa Luz para Todos em áreas rurais isoladas, em uma usina solar no Ceará e faz parte do projeto de estádios da Copa do Mundo como o Mineirão e o Maracanã”, comentou Edwin Koot, CEO da companhia holandesa SolarPlaza, no evento O Futuro Solar, realizado também no mês passado em São Paulo.

“Projetos e iniciativas não param de surgir. A chamada da ANEEL para projetos de pesquisa e desenvolvimento no setor atraiu 97 empresas, sendo 18 propostas aprovadas, totalizando 24,5MW e com um investimento total de quase R$ 400 milhões. Deve ocorrer também o primeiro leilão no mercado aberto dedicado exclusivamente à compra de energia solar fotovoltaico. Um verdadeiro marco”, acrescentou Koot.

Um dos fatores que devem estimular esse crescimento são as novas regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para micro e mini geração distribuída. A partir daí, os consumidores de eletricidade (tanto pessoas quanto empresas) poderão gerar sua própria energia, utilizando geradores que trabalham junto com a rede de distribuição, um sistema que permitirá a troca de energia.

“A energia fotovoltaica é a que melhor se encaixa neste sistema, uma vez que aproveita telhados e coberturas de edificações em geral, e o Brasil tem uma grande incidência de irradiação solar”, observou o CEO da SolarPlaza. Assim, a placa solar capta a energia durante o dia, direcionando excedente para a rede. Durante a noite, o consumidor utiliza a energia da rede. O que sobrar vira crédito, descontado da conta de luz do consumidor.

Além disso, o valor das instalações de sistemas fotovoltaicos tem caído anualmente, contribuindo para a queda nos preços da energia solar. No Brasil, estima-se que o custo dessa energia esteja entre R$ 300/MWh e R$ 400/MWh, que já é inferior ao que consumidores residenciais pagam, por exemplo, em estados como Ceará, Tocantins, Bahia, Minas Gerais e Maranhão.

“Os preços estão entrando em colapso, a queda no preço da energia solar foi de 50% no último ano”, lembrou Koot. Por isso, estima-se que até 2030 haja uma onda de investimentos em geração distribuída no país de R$ 15 bilhões a R$ 49 bilhões, de acordo com as medidas que o governo adotar ou não.

No entanto, alguns obstáculos podem surgir nesse caminho de crescimento. A diminuição das tarifas de energia devido à renovação de concessões e corte dos encargos fiscais, pode mudar a competitividade da fonte solar em curto prazo, retardando também um leilão de energia solar.

“É claro que, com a redução das tarifas, a energia solar perde um pouco a competitividade, mas as condições de inserção permanecem válidas, porque há uma tendência estrutural de queda do custo dos painéis fotovoltaicos”, declarou Amilcar Guerreiro, diretor da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

“Mas também é verdade que o desenvolvimento do mercado e de novas tecnologias também reduz os custos, há uma redução estrutural, mas talvez não no nível que vemos hoje”, concluiu Guerreiro.


Ranking Mundial

Pesquisando no próprio site da SolarPlaza, encontrei algumas informações interessantes, como o ranking mundial de produçao de energia solar. Neste ranking, a Alemanha está em primeiro lugar, seguida pela China, EUA, Japão e Itália.

Empresas do setor



Seguem os links de algumas empresas que produzem placas de células fotovoltaicas ou fornecem algum tipo de serviço relacionado ao setor:
Invensun

 TopSet
 BiosolarPara aumentar ainda mais a participação dos químicos verdes na geração de energia limpa, a BioSolar desenvolveu uma tecnologia de produção de materiais a partir de plantas, que vão reduzir o custo por watt das células solares. BioSolar é a primeira compania que introduziu a substituição dos materiais plásticos derivados de petróleo  das células solares, por componentes duráveis oriundos de plantas.

Kyocera

Siemens

Meiden

SAJ

Kyosemi
Outra novidade no setor são as esferas de captação solar que a empresa Kyosemi desenvolveu. Os captadores solares esféricos chegam para mudar o conceito de aproveitamento da energia solar.

O Sphelar, fabricado pela empresa japonesa Kyosemi, surgiu para aumentar a eficácia na coletagem da luz solar. Os painéis planos captam a luz enquanto ela incide diretamente sobre eles e sua eficiência varia de acordo com o ângulo resultante da posição da Terra em relação ao sol, o que varia entre os meses.
Já com a esfera coletora isso é diferente, segundo o fabricante. Ela contém pequenas células solares, com aproximadamente 1,8 mm, distribuídas em diversos ângulos. São fabricadas a partir do derretimento de silício, formando gotas uniformes, minimizando o desperdício de matéria prima. O conjunto pode apresentar eficiência de 20% superior em relação às placas planas.
Por fim, a energia solar é uma realidade que ajuda a reduzir a dependência de usinas termo-elétricas, nucleares e hidrelétricas. A tendência é que pesquisadores desenvolvam sistemas mais e mais eficientes e baratos para aproveitar o potencial energético do sol.

 Fontes não informadas nos links do texto:

Esferas potencializam captação da energia solar

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Qual o futuro dos tecidos sintéticos?


A DuPont™ anunciou no mês passado, o desenvolvimento de várias fibras sustentáveis e de alta performance, durante a exposição de fibras Expofil, realizada no d’Expositions de Paris Nord Villepinte de Paris, França.

O produto chama-se Sorona®EP,  e a empresa informa que a fibra oferece maciez excepcional, alongamento confortável, resistência ao cloro e aos raios UV, quando aplicada em tecidos coloridos. E ainda mais, como substituto de fibras sintéticas, a produção do Sorona® requer 30% menos energia e reduz as emissões de gases de efeito estufa em 63%, comparado com a produção da mesma quantidade de nylon.

A nova fibra renovável da DuPont™ pode ser aplicada na produção de calças e jeans, alta costura, roupas de esportes e natação, jaquetas, etc....

O melhor de tudo vem agora: a fibra é produzida a partir do amido do milho. De acordo com a empresa, o milho é o primeiro vegetal a ser largamente utilizado para a produção de polímeros. Eles prevêm que no futuro, outras plantas poderão ser usadas para o mesmo fim, como a beterraba, o trigo, o arroz e a grama.

  1. O processo de produção se inicia com o processamento do milho nos moinhos, com o cozimento do milho durante 24 horas a 125 graus C. Assim, fica mais fácil separar o amido e o glúten. O glúten é utilizado para ração animal, enquanto que o amido alimentas as enzimas que produzem um tipo de açúcar chamado glucose.
  2. A próxima fase é a fermentação da glucose em monômero. Nesta fase, organismos geneticamente modificados se alimentam da glucose e excretam uma molécula de 3 carbonos, chamada PDO (propanodiol).
  3. Na sequência, on monômeros de PDO são enviados à planta de polimerização onde é polimerizado com outro monômero derivado de petróleo, o TPA, ácido tereftálico, matéria-prima para a produção do plástico PET. O polímero final é então cortados em pequenos pellets.
  4. Os pellets são enviados para as plantas de produção de fibras.

Para mais informações, acessar o site da DuPont: http://www.dupont.com.

As fibras naturais na tendência da MODA



E a tendência do natural não só acontece na indústria química, mas também na moda.

Enquanto as fibras sintéticas ainda são produzidas com derivados de petróleo na sua grande maioria, as fibras naturais — como o algodão, a lã, a juta, o linho, a seda, o sisal e até mesmo a fibra de coco — além de estarem no alvo da moda, são supercondizentes com o clima do Brasil. De quebra, a preservação do meio ambiente agradece. Leia mais no site da Revide.
Como publicado na revista Glamour, até as empresas de moda internacionais estão com o natural a todo vapor, como a Dolce & Gabanna que lançou coleção verão de 2013.


Solventes "verdes"


De acordo com os 12 princípios da Química Verde, a utilização de substâncias auxiliares, como solventes, agentes de purificação e secantes, precisa ser evitada ao máximo; quando inevitável a sua utilização, estas substâncias devem ser inócuas ou facilmente reutilizadas.

Solvente é toda substância que é utilizada para a dispersão de outra substância em seu meio. Muitas indústrias também os utilizam para baratear suas fórmulas e diminuir a atuação de seus produtos.

Os solventes, no meio ambiente, muitas vezes, se associam a substâncias já existentes na natureza, ocasionando assim o surgimento de um novo composto que, muitas vezes, é muito pior do que a solução original que foi descartada no meio ambiente. Pesquisas em andamento visam à criação de auxiliares mais seguros que, no caso, iriam prejudicar menos o meio ambiente quando forem descartados.

Por sua grande aplicação industrial, devemos considerar os efeitos dos solventes no meio ambiente e no ser humano. Por isso, a investigação de substâncias alternativas é de suma importância.


SOLVENTES VERDES

Já existem solventes alternativos e o seu desenvolvimento ao longo dos anos vêm sendo estimulado por alguns processos listados abaixo:
  • Necessidade de desenvolver novas rotas sintéticas com menor impacto ambiental
  • Substituição dos solventes para eliminar as emissões de compostos orgânicos voláteis (VOC's), baixar ou eliminar toxicidade e inflamabilidade
  • Uso de matérias-primas renováveis
  • Uso de reagentes seguros para reduzir o impacto sobre o meio ambiente e a exposição humana a produtos químicos perigosos
  • Uso de novas tecnologias mais sustentáveis
A utilização destas técnicas permitem eliminar ou reduzir o uso de produtos tóxicos persistentes nas sínteses químicas, o número de etapas nos processos produtivos e o número de toneladas de resíduos por produto comercializado.

Nos setores de refino de petróleo, Química básica, Química Fina ou em produtos formulados, o uso de VOC's é generalizado. A substituição de solventes deste tipo por solventes "verdes" evitariam os problemas de exposição dos funcionárioas en plantas químicas e o risco de incêndios tanto nas plantas de produção bem como no transporte.  

Os compostos orgânicos voláteis (VOC's) são também uma causa massiva de poluição atmosférica. Eles são emitidos a partir de tintas, combustíveis, aerosóis, solventes e produtos de limpeza entre muitos outros. O mercado de solventes global continua a crescer ainda sem controle, e isso representa um sério perigo ambiental. Além do mais, a maioria dos solventes são derivados petroquímicos, fazendo-os insustentáveis ao londo da cadeia.

A substituição por solventes verdes e bio-limpadores nas plantas e indústria química, é importante e possui um potencial de reduzir dramaticamente as emissões de VOC's na atmosfera. Além disso, são sustentáveis. 

Alguns exemplos de solventes "verdes" incluem: Éster metílico de soja e vegetais, esteres lácticos, D-limonene, lactato de etila e etanol. 

Algumas aplicações industriais incluem: indústria de tintas, pigmentos, limpadores de rolos de impressoras, solventes para tintas de impressão, aplicação de pesticidas e outros produtos de agricultura e reciclagem de plástico. São amplamente utilizados ainda, na própria indústria química, nos processos de síntese, em laboratórios, em processos de cristalização, entre outros.


 A aplicação que mais me chama a tenção, no entanto, é o uso dos solventes "verdes" na aplicação de pesticidas. Há muitas vantagens como: o aumento da eficiência do pesticida, grande poder de solvência, reduzem a contaminação, são biodegradáveis, não são tóxicos, entre outras vantagens técnicas.

Outras aplicações:
-Adesivos,
-Limpieza: Limpadores secos
-Extração: Descafeinização do café (substituindo o benzeno ou CH2Cl2)

No Brasil, ainda não me deparei com empresas que possuam um solvente 100% de origem renovável ou biodegradável. Algumas empresas estão trabalhando forte no sentido de diminuir a utilização de solventes orgânicos. Espero que esteja errada e que no futuro próximo tenhamos alguma oferta de solvente verde no mercado nacional.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, muitas empresas já oferecem solventes verdes no mercado. Uma delas é a SSI. Com a marca Hero , eles oferecem solventes verdes para limpeza e para a indústri de tintas. A SSI está também pesquisando e testando novos solventes verdes que podem substituir os orgânicos ou ainda os halogenados. Eles alegam ainda que seus produtos são mais competitivos que os derivados de petróleo e ainda é mais efetivo em termos sustentáveis, que poderá ser utilizado como ferramenta de marketing copm os consumidores.

Outra empresa è a Pennakem, que está na mídia e possui ligação com a ACS Green Chemistry Institute®. O instituto de Química verde é uma divisão da Sociedade Americana de Química (ACS - American Chemical Society) com a "função de catalisar e permitir implementar a química e a engenharia verde  nas empresas". Para saber mais, acesse: www.acs.org/greenchemistry

A Pennakem possui solventes verdes para aplicação na indústria farmacêutica, e vem ganhando considerável atenção. A empresa se interessou pela necessidade de solventes verdes, e decidiu fundar uma mesa redonda de produtores químicos ligada à ACS. De acordo com o site da empresa, houve uma aceleração, nos últimos anos, da substituição do derivado fóssil THF e DEE pelo derivado vegetal 2-methyltetrahydrofuran (MeTHF) na indústria farmacêutica.

Como resultado da sinergia coma  ACS, os solventes verdes da Pennakem oferecem uma diferenciação no quesito pegadas de carbono. No gráfico abaixo, pode-se perceber que o solvente verde EcoMeTHF possui baixo impacto nas emissões de CO2.

 

Pennakem’s MeTHF™ a cost-saving, low carbon solution

Ainda nos Estados unidos, outra empresa vêm se dedicando ao desenvolvimento de solventes verdes. A Vertec BioSolvents produz e comercializa diferentes bio-solventes , ou solventes verdes e outras misturas a partir de quatro ingredientes primários: lactato de etila, metil ester de ácidos graxos, d-limoneno e etanol.

Para finalizar com a novidades nos EUA, o produto Bio-Solv, embalado e distribuído sob licença da Phoenix Resins, Inc., promete ser uma verdadeira alternativa verde para solventes. Eles afirmam que este produto:
  • É 100% renovável, biodegradável e não deixa pegadas de carbono.
  • Não contém químicos que efetam a camada de ozônio
  • Não contém compostos que influenciam no aquecimento global
  • Não contém ingradientes perigosos
  • Foi desenvolvido emm parceria com a EPA , departamento de defesa ambiental do governo dos EUA. 

Já na Europa, em fevereiro deste ano, a Comissão Européia (EC) publicou um documento chamado: Inovando para o crescimento sustentável: Bioeconomia para a Europa"Innovating for Sustainable Growth: A Bioeconomy for Europe" , como parte da estratégia Européia para 2020, para promover crescimento rápido e sustentável.

Neste contexto, a Comissão Européia demandou ao Comitê Europeu de normas e padrões ( European Committee for Standardization ), que desenvolva padrões para polímeros verdes, lubrificantes, surfactantes e solventes.

A conclusão é que mesmo os países desenvolvidos então buscando desenvolver produtos verdes e consequentemente, as regras para os mesmos. Acredito que o Brasil não fica atrás no quesito regras, mas no quesito desenvolvimento de produtos, acredito que ainda temos muito a caminhar.

Fontes não indicadas nos links do texto:

 http://practica-uno.blogspot.com.br/2009/04/solventes-verdes.html

http://qsustentavel.blogspot.com/2012/08/quimica-verde-desenvolvimento-de.html